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Galerias e Museus

Não poderia ser diferente. Uma cidade com o histórico e a tradição de Berlim, certamente teria vários museus interessantes para mostrar aos visitantes, e para tanto tinha até a Ilha dos Museus. Veja a seguir alguns dos mais destacados e recomendados como imperdíveis de visitar.

Ilha dos Museus -

Havia um lugar em Berlim onde se poderia encontrar tesouros de 6.000 anos de história humana: Ilha dos Museus, que em 2024 celebrara o seu 200º aniversário. A construção do Museu Altes, o primeiro dos cinco principais museus, começara em julho de 1825. Eventos, exposições, concertos e noites de cinema estavam planejados ao longo do ano. Abria de quarta a sexta das 10.00 às 17.00h e aos sábados e domingos das 10.00 às 18.00h.

Altes Museu – ( Museu Antigo ) - Ilha dos Museus - Lustgarten -  

Guardava uma bonita coleção de peças arqueológicas da Grécia e da Magna Grécia. Do lado de fora, um grande atrativo do Altes Museum de Berlim, era a colunata neoclássica voltada para o Lustagarten.  Este fora o primeiro museu da Alemanha, quando ainda se chamava Prússia. Abrigava a coleção de arte da Família Real, e hoje tinha em seus corredores exemplares da arte grega e romana. Era rico por dentro e lindo por fora, o prédio ainda tinha as marcas da Segunda Guerra Mundial, quando fora fortemente danificado. Restaurado e devolvido à população, em 1966, o museu recebia os visitantes de terça a domingo, das 10.00 às 18.00h. Nas quintas-feiras fechava às 20.00h. A entrada individual custava 10 Euros.

Antiga Galeria Nacional – Bodestrasse, 1 - Mitte -

Esculturas e pinturas do século XIX formavam o acervo do museu cujo modelo do prédio fora inspirado nos templos da Grécia antiga. Reaberta em 2001, após passar por um período de restauração, a Antiga Galeria Nacional construída entre 1867 e 1876, chamava a atenção do visitante já na entrada, que era feita por meio de uma imponente escadaria. Reunia trabalhos de artistas como Claude Monet, Auguste Renoir, Paul Cézanne, Rodin e Edouard Manet. Tinha uma coleção de pinturas e esculturas europeias do Século XIX, e um bom elenco de Impressionistas (franceses, em sua maioria), mas era recomendado reservar um tempo para olhar para os artistas alemães, como Max Liebermann, estrela da coleção e maior nome do Impressionismo alemão. 

 

Abria de terça-feira a domingo, das 10.00 às 18.00h (nas quintas, até às 20.00h). A entrada custava 10€ (inteira), e 5€ (reduzida). Crianças e jovens até 18 anos não pagavam. Chegava-se pelo U-Bahn U6 (Friedrichstrasse), S-Bahn S1, S2, S25 (Friedrichstrasse), ou pelos S5, S7, S75 a partir da Hackescher Markt.

Bode-Museum - Ilha dos Museus -

Ostentava o nome deu seu primeiro Curador, Wilhelm von Bode, ficava no norte da Ilha e era um dos mais admirados museus de Berlim. Com um vasto acervo de arte bizantina e esculturas de vários períodos históricos, era  mais uma das incríveis opções da capital alemã. Seu prédio, construído no estilo barroco, recebia os visitantes de terça a domingo, das 10.00 às 18.00h, sendo que nas quintas-feiras o museu fechava às 20 horas.

DDR Museu - Karl-Liebknecht-Strasse, 1 - Mitte -

Estava localizado às margens do Rio Spree, em frente a Catedral de Berlim e trazia em seu acervo as marcas da Alemanha Oriental e o estilo de vida da população que vivera sob o regime comunista, principalmente nas décadas de 50 e 60. O DDR era um mergulho na vida cotidiana daquela época, com setores que mostravam a moradia, relações de trabalho, as mulheres, a moda, as compras e produtos desta fase amarga da história alemã.

 

Era um museu relativamente novo na cidade, fora aberto em 2006, com a finalidade de retratar o estilo de vida comunista na Alemanha Oriental.  Ao longo dos anos 40, a Alemanha fora dividida pelo famoso Muro de Berlim, que fizera com que o país fosse partilhado e seus habitantes vivessem estilos de vida totalmente diferentes. Enquanto a Alemanha Ocidental era capitalista e com um sistema político democrático, a Alemanha Oriental vivia sob uma ferrenha ditadura comunista. Seu acervo construído a partir de doações e contribuições de pessoas que viviam na Alemanha Oriental, era composto por objetos, produtos, roupas e até brinquedos que marcaram aquela época. Mostrava cômodos de um apartamento tradicional da Alemanha Oriental, sendo possível perceber detalhes, interagir e tocar nos itens expostos e até sentar num carrinho, que era a grande aspiração de consumo. Outro destaque era como eram as relações de trabalho na Alemanha daquela época.

O Partido Comunista interferia na vida das pessoas, doutrinando as crianças em sua ideologia, obrigando os estudantes que desejavam uma vaga na Universidade, a seguir a linha de ideais deste grupo e determinando quais profissões poderiam ser almejadas. As mulheres que viviam na Alemanha Oriental, principalmente nas décadas de 50 e 60, eram obrigadas a trabalhar nas fábricas do Governo, enquanto seus filhos ficavam em creches. Nada que se assemelhasse a um passado recente de um país chamado Brasil. Localizado na região do Mitte, funcionava diariamente das 13.00h às 20.00h. O ingresso custava 15 Euros e para chegar utilize o Metro das linhas S5, S7 e S75, descendo na Estação Hackescher Markt. Outra possibilidade era ir de ônibus, através das linhas 100 e 200, até a Estação Lustgarten, ou de TXL, descendo em Spandauer Str./Marienkirche. Os Tram chegavam ao Museu através das linhas M4, M5, M6, com parada em Spandauer Str./Marienkirche, ou M1, descendo em S Hackescher Markt.

Memorial do Holocausto - Cora-Berliner-Strasse, 1 -

Conhecido como Holocaust Mahnmal, era um ponto turístico muito visitado pelos israelenses e viajantes do mundo todo. Era formado por vários blocos de concreto,  em homenagem aos judeus mortos na Europa na época do nazismo. O Memorial do Holocausto recebera várias propostas de como deveria ser construído, mas a incumbência ficara a cargo do americano Peter Eisenman, que finalizara o projeto somente em 2004. Estava localizado na região central de Berlim, ao lado do Portão de Brandenburgo. A entrada era gratuita, e se podia alugar um áudioguia que custava € 6. Funcionava de terça a domingo, das 10.00 às 20.00h, nos meses de abril a setembro. No período de outubro a março,  fechava uma hora mais cedo.

Museu Alemão de Tecnologia - Trebbiner Strasse, 9 -

Estava instalado numa antiga Estação Ferroviária  e exibia fascinantes amostras interativas sobre a história da tecnologia. Mostrava o desenvolvimento da aviação, com a presença de 40 aeronaves, além de relembrar a Revolução Industrial, com suas locomotivas a vapor.

Museu de História Alemã -  Unter den Linden, 2 -

Era o maior museu de história da Alemanha, com uma série de documentos, filmes e peças exclusivas. O programa levava os visitantes a uma viagem pela história do país, desde a Idade Média até os dias de hoje. Na construção mais antiga da Avenida Unter den Linden - usada como arsenal pelos militares da Prússia, de 1731 a 1876 - funcionava este museu que atraía muitos visitantes. Por meio de um impressionante acervo, composto por oito mil itens era possível conhecer os fatos mais importantes da história do país, desde o seu início até os dias atuais. Além de coleções permanentes, exposições temporárias temáticas eram realizadas, e abria diariamente, das 10.00 às 18.00h. O ingresso custava 10€ e a entrada de crianças e jovens até 18 anos era gratuita. Para chegar use o Metrô, U-Bahn linha U6 da Estação Friedrichstrasse. 

Museus Dahlem - Lansstrasse, 8/25 - Arnimalle -

Era um conjunto de três museus, situado no bairro de Dahlem, que explorava de uma forma fantástica, as culturas europeias exóticas e históricas. Havia o Museu de Etnologia, que explorava as culturas do Pacífico e da Américas; o Museu de Artes Asiáticas e o Museu de Culturas Europeias.

Museu de História Natural - Invalidenstrasse  -

Reunia uma coleção com mais de 30 milhões de artigos. Uma de suas atrações mais procuradas e admiradas pelos visitantes era o esqueleto do maior Dinossauro do mundo, encontrado na Tanzâniaem 1909. Havia também uma exposição de meteoritos e minerais. Abria de terça a sexta das 9.30 às 18.00h e aos sábados e domingos das 10.00 às 18.00h. 

Museu dos Instrumentos Musicais -  Ben-Gurion-Strasse -

Era um dos poucos museus dedicados exclusivamente à música. O visitante poderia apreciar o som de mais de 750 instrumentos musicais, entre os quais  o Cravo, de Frederico - o Grande. Apresentava um órgão de cinema mudo, ainda em funcionamento. Abria das 9.00 às 17.00h de terça a sexta e as quintas fechava às 20.00h. Aos sábados e domingos abria das 10.00 às 17.00h.

 

Museu Judaico -  Lindenstraße, 9-14 -

Contava a história do povo judeu durante dois milênios. Era o maior museu judaico da Europa, e desde que abrira, em 2001, tornara-se um dos museus mais visitados da cidade. Era um ponto turístico muito interessante, assim como o Memorial do Holocausto, pois ambos se complementavam quanto à história e o passado do povo judeu na Alemanha.

Fora fundando em 1933, na Oranienurguer Strasse, mas logo em 1938 fora encerrado pelo regime nazista. Reaberto em 2001, contava a história das relações entre judeus e alemães, e entre judeus e não judeus, ao longo de dois milênios. O prédio se dividia em dois, um prédio antigo onde ficavam as exposições temporárias, loja, caixa e restaurante e outro prédio moderno, onde estavam as exposições permanentes.

 

Os prédios eram conectados por uma passagem subterrânea, uma vez que só havia entrada pelo prédio antigo.  A arquitetura do prédio novo, era surpreendente, com forma em ziguezague, mostrava duas linhas de pensamento. Havia cinco corredores que iam desde o andar mais baixo ao mais alto, chamados de Void (espaços vazios). Eles significavam o vazio deixado após a grande destruição na vida dos judeus. Havia inclusive uma parte com 10 mil rostos de ferro e que faziam barulhos quando eram pisados. Depois, havia também vários eixos, que simbolizavam três diferentes realidades dos judeus na Alemanha.

  • Eixo do Exílio

Era onde ficava o Jardim do Exílio, um espaço formado por 49 blocos de concreto com uma grande inclinação, a fim de mostrar a irregularidade e desorientação dos judeus ao serem expulsos da Alemanha. No topo de cada concreto, havia o símbolo da esperança, representado pelas plantas que nasciam no concreto. 

  • Eixo do Holocausto

​Era um caminho que ia de espaçoso e claro até estreito e escuro, onde no final ficava a Torre do Holocausto, uma sala fria e fechada e onde havia apenas um facho de luz no alto. Havia também vitrines com objetos da época e fotos de pessoas que emigraram ou que foram levadas para os Campos de Concentração.

  • Eixo da Continuidade

Era o último eixo e o mais longo, com uma escadaria alta e peças de concreto que se cruzavam até o andar superior. Este eixo dava a entender que a história continuava. Era aqui que ficava a exposição permanente, contando a história dos judeus, desde seus antepassados aos dias atuais.  Abria de terça a domingo das 10.00 às 20.00h e as segundas das 10.0 as 22.00h. Permanecia fechado no dia 24 de dezembro e nos feriados judaicos. A entrada custava 10 Euros para adultos. Crianças até 6 anos não pagavam e a entrada reduzida custava 5 Euros. Para chegar, se poderia utilizar o Metrô da linha U1 e U6 e descer na Estação Hallesches Tor ou na linha U6 e descer na Kochstrasse. Para chegar de ônibus, pegue a linha 248 e desça na parada Jüdisches Museum.

Museu Pergamo

​Situado na Ilha dos Museus, era um dos museus mais famosos da cidade, graças ao seu enorme e importante acervo de peças e tesouros da antiguidade. Fora projetado pela dupla de arquitetos Alfred Messel e Ludwig Hoffmann, no local onde antigamente existira um museu, que reunia peças arqueológicas. À meio caminho da obra, a construção não estava em perfeitas condições para aguentar tantos monumentos com novas escavações e tivera de ser demolido. O novo museu, o Pergamon, fora construído entre 1910 e 1930, com três alas que se dividiam em coleções distintas: a ala das Antiguidades Clássicas, a ala do Museu de Artes Islâmicas, e a do Museu do Antigo Oriente Médio.

​Logo na entrada do museu estava o famoso Altar de Pergamo, que dava o nome à instituição, trazido da cidade helênica de Pérgamo, na Ásia Menor, hoje Turquia. Mas o fascínio do Museu Pergamon continuava. Tinha o Portão de Ishtar, trazido da Babilônia, o Portal do Mercado de Mileto, uma coleção de Arte Islâmica deslumbrante, com uma série de Mihrab (nichos de oração) em faiança, Via Processional da Babilônia, o teto da Torre da Alhambra e a fachada do Palácio de Mshatta, na Jordânia e o Quarto de Aleppo, que se poderia contemplar através de uma vidraça, A ala onde se encontrava o Altar de Pérgamo  estava fechado para reforma desde 2014. Desde 23 de outubro de 2023, o Pergamon fechara por completo para dar continuidade às reformas. A previsão de reabertura era para 2027, quando o Altar de Pérgamon poderá ser visitado. O Museu abria diariamente. Se quiser visitar todos os museus da Ilha dos Museus, o ingresso custava 20€. Para chegar era muito fácil, e de Metrô poderia utilizar a linha U6 e descer na Estação Friedrichstrasse. Para chegar de ônibus, usava-se as linhas TXL, 100, 147 e 200.

Novo Museu - Bodestrasse, 1 - Mitte

Construído em 1841 por um dos mais famosos arquitetos de Berlim, Friedrich August Stüler, o Neues Museum fora quase completamente destruído durante a Segunda Guerra Mundial. E continuara a ser arruinado durante a liderança da RDA (República Democrática Alemã), antes de ser restaurado e reinaugurado pelo arquiteto britânico David Chipperfield, em 1999. O novo prédio, feito de tijolos reciclados e alguns elementos originais, era uma bela mistura entre o antigo e o moderno, ou, nas palavras de Chipperfield: Contemporâneo reflete o que fora perdido, mas sem imitá-lo. 

 

Dentro da bela construção, havia uma grande coleção de arte egípcia e antiguidades clássicas, além de um dos artefatos mais famosos da cidade: o Busto de Nefertiti, criado em 1345 A.C., esta era uma das peças mais copiadas do Egito Antigo. Abria de segunda-feira a domingo, das 10.00 às 18.00h ( as quintas-feiras, até às 20.00h ). A entrada custava 15€ (inteira) e 7€ (reduzida). Para chegar, usava-se o U-Bahn U6 (Friedrichstraße), o S-Bahn S1, S2, S25 (Friedrichstrasse), ou o S5, S7, S75, que partiam da Hackescher Markt.

BERLIM  -  Galerias e Museus - parte 4/4

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