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MANCHESTER - A cidade do futebol - Inglaterra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Manchester já fora muito festejada por vários motivos. Talvez o principal seja a sua importância como um dos motores da Revolução Industrial no começo do século XIX. A cidade abrigava inúmeras tecelagens de algodão, que foram as primeiras a serem impulsionadas pelo advento das máquinas a vapor. Chegara a ganhar o apelido de Cottonopolis. Nesse período, surgira aqui a primeira ferrovia do mundo, saindo de Manchester em direção à Liverpool, para onde os tecidos de algodão eram enviados para exportação.

 

Principal cidade do noroeste da Inglaterra, ficava a 336 km de Londres – em duas horas de trem. Os vestígios de ocupação da região remontavam à Idade do Bronze (3.000 a. C  – 1.200 a.C ), mas os romanos certamente transformaram muito a região a partir de 79 d.C. A construção do Forte de Mamucium marcava o início do período romano, com uma série de fortificações que não resistiram ao tempo. Entretanto, várias e belas construções multicentenárias ainda faziam de Manchester uma candidata a Cidade Patrimônio pela Unesco.

 

Também foi aqui que Rolls e Royce firmaram a parceria para a criação da famosa marca de carros. Também fora aqui que Alan Turing desenvolvera o que levaria à criação do primeiro computador. A cidade tinha muito orgulho de Turing, com diversas coisas nomeadas em sua homenagem. Além de sua invenção, sua história pessoal também era muito enaltecida – Turing era gay e sofrera uma castração química por causa disso. Até pelo histórico industrial, Manchester também fora marcada por movimentos sociais. Fora aqui que tivera início o movimento das sufragistas, as mulheres que lutaram pelo direito ao voto, por exemplo. Quando estiver por aqui, verá abelhas retratadas por todos os lados e em todos os souvenirs. A abelha operária era o símbolo da cidade, representando seus operários.

Manchester era também uma capital musical na Inglaterra. Até hoje a cena musical era muito forte, um prato cheio para quem gostasse de assistir a um bom show, seja de artistas consagrados ou de quem ainda estivesse começando na área. Bandas de peso saíram daqui, como The Smiths, Joy Division e Oasis – esta última inclusive, era a trilha sonora incessante nas lojas, bares e restaurantes da cidade. A cidade tinha a segunda região metropolitana mais populosa do Reino Unido, com 2,6 milhões de habitantes. Porém o clima no centro era de uma cidade de médio porte. A arquitetura moderna de muitos prédios do centro mostrava muito do estilo contemporâneo da população, mas também ornava com o passado e criava na cidade uma atmosfera progressista.

Referências históricas e turísticas

 

Ancoats

Situado um pouco para fora da área central, mas ainda a poucos minutos de caminhada estava Ancoats. Fora o bairro onde se instalaram os migrantes que chegaram para trabalhar nas fábricas, mas hoje o bairro que ainda era residencial, era também um dos principais redutos  gastronômicos da cidade. Caminhe pela Blossom Street até chegar à Cutting Room Square. Depois, vire na Bengal Street e atravesse o Canal para o lado esquerdo, em direção à New Islington Marina. Passeie por ali, que também era um reduto de casas-barco e siga em direção ao Ashton Canal. Siga o Ashton Canal Tow Path para voltar ao centro por um caminho agradável. Assim como o Northern Quarter, Ancoats também ficava bem animado aos sábados. Um brunch de domingo por ali também era uma boa ideia, principalmente se a escolha for a Pollen Bakery.

 

Chorlton

Era um lugar que passara por um processo de gentrificação e hoje abrigava uma série de estabelecimentos descolados. O bairro era bem residencial, mas também cheio de restaurantes e barzinhos legais, o que o tornavam uma opção interessante para a noite. Também era um polo interessante para quem quisesse explorar as Charity Shops, já que tinha montes delas por aqui. Para referência, os principais pontos de interesse estavam na Manchester Road/Barlow Moor Road, na Wilbraham Road, e o encontro entre elas, popularmente conhecido como 4 banks, na Beech Road e em Chorlton Green.

 

Didsbury

Assim como Chorlton, este era um bairro residencial  de classe um pouco mais alta. Por ali também havia muitos Cafés e bons restaurantes, além do Fletcher Moss Botanical Gardens, um convidativo passeio para um fim de semana de sol. Comece pelo Jardim Botânico, passe pelo Parsonage Gardens e depois siga caminhando pela Wilmslow Road, a principal, onde encontraria a maior parte das coisas interessantes do bairro.

 

Futebol

As cores dos clubes, vermelho e branco do Manchester United, e azul e branco do Manchester City, estavam por todas as partes. Mesmo que não consiga ingressos para assistir a um jogo ao vivo, só de ver num pub lotado de torcedores já valia muito. Mesmo que não esteja acontecendo algum jogo, poderá ir aos estádios dos times e participar de visitas guiadas. Era possível visitar tanto o Old Trafford, quanto o Etihad, estádios do Manchester United e do Manchester City. No primeiro, a visita incluia tour do campo e museu. No segundo não havia museu. De qualquer forma, eram diversas opções de visitas, então acesse o site de cada.

 

Galeria de Arte Whitworth

Era focada em arte moderna e contemporânea. Tinha como ponto positivo o prédio, que é lindo e imponente, e também o Café e restaurante do museu, que ficava em uma área bonita e agradável toda envidraçada com vista para o parque.

 

Gay Village

Era a região dedicada à cultura gay. Na Sackville Gardens, uma praça super agradável, havia a estátua de Alan Turing, que sempre recebia flores. Logo em frente estava a Canal Street, o polo principal da Gay Village, repleta de baladas e também super charmosa. Se quiser curtir a vida noturna, aqui também sexta e sábado eram os dias que essa região realmente bombava.

 

Green Quarter/NOMA/Cheetham Hill

A novidade era a região entre NOMA, Green Quarter e Cheetham Hill. Os bairros não eram novos, mas de uns tempos pra cá estavam cada vez mais cheios de bares e rolês alternativos. Por ali não faltavam pubs descolados e Cervejarias artesanais, além de um cinema cult chamado Cultplex.

 

Makers Market

Para quem apreciasse uma feirinha de artesanatos, este era um mercado que acontecia todo final de semana em um ou mais pontos da cidade. Tanto os artesanatos quanto as comidas eram muito bem recomendados.

 

Manchester Museu

Era considerado o museu mais importante da cidade, em parte porque reabrira recentemente após um longo período fechado para reforma. Era um museu de história natural, com muitos animais e múmias.  Sua estrutura era muito boa e a área da Cafeteria era muito agradável.

 

Midia City

Essa área ficava em Salford, uma cidade da região metropolitana. Era um pedaço bem moderno onde se concentravam estúdios de todas as redes de TV. Geralmente, conteúdos relacionados a esportes e entretenimento das televisões britânicas eram gravados aqui. Aproveite para visitar o Centro Cultural Lowry e o Imperial War Museum.

Museu da Ciência e da Indústria

Era um museu que contava a história da industrialização e tecnologia. No acervo havia algumas coisas bem interessantes, como a parte sobre os tecidos, com exemplares das antigas máquinas que eram usadas para transformar algodão.

Museu Nacional do Futebol

Em Manchester também havia o National Football Museum. Diferente da maior parte dos museus da Inglaterra, este era um museu pago. Era muito bem concebido e bastante lúdico, ótima opção para crianças. Era o máximo ver de perto uma das bolas que o paulista Charles Miller trouxera para o Brasil e inaugurara nossa saga futebolística. A camisa da seleção Argentina com a qual Diego Maradona fizera seu gol de mão, o famoso La Mano de Dios, na Copa de 1986. Na lojinha de souvenir havia itens autografados, como uma camisa da Copa de 70 assinada pelo Pelé por apenas 500 libras. Algo em torno de R$ 2.400.

 

Northern Quarter

Esse era o bairro descolado da cidade e o que melhor refletia o espírito e cultura mancunians. Aqui encontraria muita arte, lojas descoladas e os melhores bares e restaurantes da cidade. Aproveite para conhecer o Afflecks, um patrimônio cultural da cidade, e o Manchester Craft and Design Centre, um lugar legal para quem curtia itens de decoração e acessórios, todas executadas pelos artistas locais.

 

Se estiver em Manchester num domingo, não perca este mercado no Northern Quarter. Pois havia comida artesanal, produtos locais, bancas de produtores independentes e muita criatividade. Além disso, poderia provar desde brownies artesanais até queijos locais e petiscos internacionais. Circule pelas ruas Oldham e Hilton Street duas das principais, mas não deixe de ir também na Church Street, Thomas Street e na Stevenson Square.

 

O Northern Quarter era o passeio ideal para um sábado ou um fim de tarde, quando tudo ficava mais animado e sugeria escolher um pub para apreciar uma música e uma boa cerveja. Uma sugestão para o tradicional Chá das Cinco era o Suggar Junction que ficava no Northern Quarter e tinha um ambiente vintage com um toque moderno. Os bolos caseiros eram deliciosos e os pratos de brunch também mereciam ser aplaudidos. Era um pequeno espaço cheio de charme que vale a pena conhecer.

 

People’s Museum

Esse museu tinha uma premissa interessante: contava a história das pessoas e dos movimentos sociais que marcaram a cidade e o Reino Unido como um todo. Esse museu só valia a visita para quem falasse o inglês, porque havia muita coisa para ler. Sem ler, a exibição perdia bastante o sentido.

 

Onde ir à noite

A movimentação noturna começava por volta de 21.00h e terminava geralmente por volta das 3.00h. Os melhores rolês eram os que a música era o centro, com bandas da região em início de carreira ou até mesmo cantores amadores. Se estiver interessado, procure pelos Open Mics (noites de microfone aberto). O melhor da cidade era o do Whiskey Jar, que acontecia às terças e quartas. Outras recomendações de bares com música ao vivo eram Kitchen, YES, Low Four, The Blues Thirsty Scholar e Matt and Phreds, este último focado em jazz. No Whiskey Jar sempre havia boa música, mesmo nas noites que não houvesse open mic.

Se a sua procura era balada, as áreas de Deansgate e Spinningields estavam cheia delas. Albert Schloss, Mojo, Lola Lo, Revolution, Revolución de Cuba e Oast House eram alguns exemplos. Quem procurasse um meio termo das baladas poderia conferir a programação do Band on The Wall, Deaf Institute, Lost in Tokyo, Venue ou o YES. Para uma experiência bem marcante, busque as festas que aconteciam dentro da Catedral (a igreja), no Victoria Baths ou no Warehouse Project, considerada a melhor festa eletrônica da Inglaterra.

 

Onde comer

 

Dom`s Távola Calda -  Deansgate,   –

Serviam comida italiana e mediterrânea rústica, simples e fresca, que era a própria essência de uma Távola Calda. O menu era alterado com frequência para refletir os ingredientes sazonais frescos adquiridos em mercados locais, seguindo o verdadeiro estilo rural italiano. Os Chefs preparavam diariamente uma variedade de pratos italianos e mediterrâneos caseiros, saborosos e acessíveis, usando os melhores e mais frescos ingredientes. Experimente como a verdadeira comida italiana era preparada, servida e consumida em casa, na única Távola Calda de Manchester. Abria diariamente das 12.00  às 22.00h.

 

Fazenda Rodízio Bar & Gril – The Avenue -  Spinninfields -

Esta churrascaria já sugeria pelo nome que tinha um pé no Brasil. Com tantos turistas brasileiros na cidade, não poderia ficar de fora da lista de restaurantes a indicação de um bom restaurante brasileiro.

 

Gaucho  Manchester -  Saint Mary Street, 2 A - Church House

Instalado uma igreja convertida, no centro de Deansgate, era o lar da cidade para impecáveis bifes argentinos, sabores latinos e vinhos premium. Enquanto jantava, aproveite o visual da cozinha aberta e maravilhe-se com o Órgão original da igreja, uma característica deslumbrante que estava no centro da de jantar em níveis divididos. Durante a semana, é o lugar ideal para almoços e jantares celebratórios, e nos fins de semana se transforma em um ponto de encontro social com brunches animados com DJ, um bar de coquetéis movimentado e um local lendário para relaxar no almoço de domingo.  Abria diariamente das 12.00 às 23.00h.

 

Manchester Deansgate Bar & Grill –  Princess Street, 23 - 

Era especializado em carnes e alguns pratos típicos regionais. Abria as quintas, sextas e sábados das 12.00 às 21.00h. Oferecia uma ótima carta de vinhos e cervejas artesanais.

 

Northern Soul Grilled Cheese – Church Street, 10 -

Este restaurante era considerado um dos melhores da cidade, segundo turistas e a própria população. Oferecia uma grande variedade de pratos típicos, sopas, massas, sanduíches, entre outros. Era ideal para qualquer hora do dia, com pratos rápidos para quem estivesse com pressa e pratos mais elaborados para quem tinha bastante tempo.

 

Pizza Luxe Manchester – Arndale Centre

Era uma nova e moderna Pizzaria onde os destaques eram a Palermo, com cogumelos, joelho de presunto assado, parmesão e sálvia; a Lardo, com bacon, brie e espinafre baby; Chorizo, com queijo de cabra, uvas assadas e mel; e a Pollo, com frango ao pesto, azeitonas pretas, coração de alcachofra e cogumelo. As opções vegetarianas incluem a Verdura, com tomate cereja, aspargos, coração de alcachofra, cebola roxa e azeitona preta, e a Quattro Formaggi, com musarela, gorgonzola, feta, halloumi e tomilho. Os preços das pizzas começavam em £5,50, com opções veganas e sem glúten. Dispunha de cervejas, destilados e uma carta de vinhos selecionados.

Sam’s Chop House -  Back Pool Fold -

Era um restaurante que merecia destaque. Aqui serviam pratos britânicos clássicos, com um toque sofisticado. O Corned Beef Hash e o Lamb Hotpot eram bastante populares. O espaço também era conhecido pela sua ligação ao artista L. S. Lowry, cuja estátua se encontrava sentada junto ao balcão.

 

The Old Monkey – Portland Street, 90 -

Era um pub típico, onde se comia bem e barato. Ficava numa esquina movimentada do centro, e tanto servia para almoçar como para uma pausa com cerveja artesanal. Costumava oferecer pratos do dia e petiscos britânicos. A simpatia do staff também merecia elogios.

 

The Spärrow -  Red Bank Green Quarter, 16 -

Era um moderno restaurante que oferecia uma grande variedade de bolinhos e massas artesanais de origem europeia. A especialidade eram os Spätzle, representando uma ampla região geográfica do sul da Alemanha, Áustria, Suíça, Alsácia e Tirol do Sul. O cardápio de bolinhos contemplava ainda aos clássicos europeus, como deliciosos Pelmeni russos, Pierogi poloneses, Ravioli italianos e massas frescas feitas à mão. Tudo acompanhado por uma seleção de molhos tradicionais/regionais e pão assado diariamente.

 

Onde dormir

Abel Heywood Boutique Hotel - $$$$ - Turner Street, 34 -Northern Quarter

Cada quarto climatizado incluía comodidades para preparar chá e café, uma mesa de trabalho e uma TV de HD. Os quartos tinham banheiro privativo com secador de cabelo e produtos de higiene pessoal, além de banheira ou chuveiro. Servia um bom café da manhã do tipo Continental, Inglês/irlandês completo, vegetariano, vegano e Buffet.


Cove Minshull Street - $$$$ - Minshull Street, 6 –

Oferecia apartamentos de luxo com um design luminoso e contemporâneo. A apenas 6 minutos a pé da Estação Ferroviária de Piccadilly e a 300 metros dos Jardins de Piccadilly, cada apartamento dispunha de acesso Wi-Fi, de TV via satélite, área de estar e banheiro com secador de cabelo. Incluíam também uma cozinha elegante e totalmente equipada com máquina de lavar louça. Os hóspedes também poderiam desfrutar de acesso gratuito à academia de ginástica no local.

 

ibis Manchester Centre Princess Street - $$$ - Charles Street -

Os quartos, luminosos e arejados, tinham TV de HD com canais Freeview, sistema de controle de temperatura, acesso ao Wi-Fi em todas as áreas e cafeteira elétrica. O restaurante servia um menu estilo café e uma variedade de lanches. O bar oferecia cervejas de pressão e em garrafas, além de bebidas destiladas de alta qualidade, e um buffet de café da manhã.

Maldron Hotel Manchester City Centre - $$$$ - Charles Street

Com ótima localização no centro da cidade, oferecia quartos com ar-condicionado, academia, Wi-Fi, TV de HD, banho privativo com amenidades cortesia. Tinha um bar e um bom restaurante. O café da manhã tinha opções em estilo buffet, continental ou inglês/irlandês completo.

 

The Townhouse Manchester - $$$$ -  Portland Street, 101 -

Era um hotel boutique do século XIX, que oferecia quartos elegantes e luxuosos com camas king size, TV de HD, banho privativo, chaleira e cafeteira elétrica, acesso ao Wi-Fi. O restaurante 101 Brasserie oferecia um menu variado num ambiente elegante, com pratos típicos da cozinha internacional e clássicos britânicos. O 101 Bar oferecia cervejas locais, cervejas lager e cervejas internacionais, além de coquetéis autorais. Tanto a Galeria de Arte de Manchester quanto o Palace Theatre podem ser alcançados em menos de 5 minutos a pé, enquanto o Shopping Center Arndale e a Estação Ferroviária de Manchester Piccadilly estavam a apenas 10 minutos à pé. Tinha quartos diferenciados para atender não fumantes e PNEs.

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