TOULOUSE - A cidade rosa - França
Conhecida como a Cidade Rosa do sul da França, era a capital da região de Occitânia, famosa por suas construções de tijolos terracota, o centro histórico charmoso com a Place du Capitole, a Basílica Saint-Sernin e o Convento des Jacobins, é importante polo aeroespacial ( AirBus, Cité de l'Espace ). Era uma cidade vibrante, universitária, com vida cultural, vida noturna agitada e uma forte cultura do Rugby, combinando atmosfera de cidade do interior com infraestrutura de uma metrópole.
Ao longo da Cidade Velha, contemple os históricos e majestosos prédios em terracota, que proporcionavam um tom de rosa à cidade e que deram origem a esse apelido. Caminhe pelas largas avenidas e sinuosos becos, admirando a cor chamativa das fachadas. Observe a paisagem urbana mais ampla, onde estudantes, cientistas e engenheiros esforçavam-se para manter a reputação da cidade com inovações tecnológicas.
Conheça o distinto Vieux Quartier situado entre as margens do Rio Garona e do Canal do Midi, para admirar as antigas frentes de lojas, igrejas e o charme provençal histórico da cidade. Visite a Basílica de Saint-Sernin para apreciar sua arquitetura ornamentada e compreender sua importância como uma parada na trilha de peregrinação de Arles. A Passeie pelo Complexo do Capitólio de Toulouse e visite a antiga Casa de Ópera, o belíssimo Hotel de Ville e a torre de Menagem, datada do século XVI, a partir da ampla Place du Capitole.
Toulouse tinha uma das maiores e mais antigas Universidades da França e onde muitas empresas importantes da indústria aeroespacial têm sua sede. Saiba mais sobre os avanços na indústria aeronáutica de Toulouse, visitando o parque temático Cité de l’espace ou no Museu de Aviação Aeroscopia. A ultramoderna Médiathèque José Cabanis abrigava a importante biblioteca da cidade. Circule pelo belo Jardim das Plantas com seus jardins temáticos e um bom restaurante. Passeie ao longo da margem do rio ou faça um passeio de barco para desfrutar da vista para a paisagem urbana e as Pont Neuf e Pont Saint Pierre. Admire os cinco séculos de arte europeia percorrendo as galerias do Hôtel d’Assézat.
Como chegar
Toulouse estava localizada no sudoeste da França, às margens do Rio Garonne, em uma área estrategicamente posicionada entre o Mediterrâneo, o Atlântico e a fronteira com a Espanha. Era a capital da região da Occitânia e uma das principais cidades do país, distante a aproximadamente:
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184 km de Andorra;
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330 km de Barcelona;
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244 km de Bordeus;
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700 km de Paris.
Avião
O Aeroporto Toulouse-Blagnac (TLS) ficava a apenas a 8 km do centro e recebia voos de diversas cidades europeias. O trajeto até o centro poderia ser feito pelo Ônibus Expresso Aéroport, pelo Tram ou táxi/transfer.
Carro
Alugar um carro facilitava explorar a região da Occitânia, com seus vilarejos, vinícolas, os Pirineus e cidades próximas, como Carcassone e Albi.
Ônibus
Empresas low cost, como FlixBus, conectavam Toulouse a várias cidades europeias com tarifas a partir de poucos Euros, dependendo da antecedência e da temporada de turismo.
Trem
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Desde Paris: cerca de 4h pelo TGV; as versões regionais eram mais longas, porém muito econômicas;
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De cidades do sul: proporcionava viagens mais curtas e baratas, com boa frequência.
Melhor época para visitar
A cidade era um destino para o ano inteiro, mas as estações mais quentes eram as mais agradáveis para turismo:
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Inverno (dezembro a fevereiro): frio e menor fluxo, período mais econômico para visitar a cidade;
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Primavera (março a junho): clima agradável, sem extremos, com dias longos e clima propício a passeios à céu aberto;
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Outono (setembro a novembro): cidade mais vazia e condições climáticas amenas;
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Verão (julho e agosto): mais movimento, dias quentes e muitos eventos ao ar livre.
Além disso, era importante saber sobre os principais festivais do calendário da cidade:
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Festival Internacional de Piano de La Roque-d’Anthéron: era um festival consagrado de música erudita, que acontecia sempre entre julho e agosto;
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Le Printemps de Septembre: era o Festival de arte contemporânea entre setembro/outubro;
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Rio Loco: era o Festival multicultural à beira do Rio Garonne, em junho.
Referências históricas e turísticas
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Cidade Rosa - (La Ville Rose): Apelido devido aos tijolos cor-de-rosa usados na arquitetura local, como o Capitólio (Prefeitura e teatro);
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Cultura e Esportes: Sede do Toulouse FC e capital do Rugby francês, com um time de destaque;
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Patrimônio Mundial da UNESCO: Incluía a Basílica Saint-Sernin, o Canal du Midi, e ótimos para passeios;
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Polo Aeroespacial: Abrigava a Airbus e a impressionante Cité de l'Espace, um parque temático sobre exploração espacial;
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Vida Universitária: Com uma das Universidades mais antigas da França, a cidade apresentava um ambiente jovem e animado.
O Que Fazer
Passear: Pela Place du Capitole, às margens do Rio Garonne e pelo Canal du Midi;
Visitar Museus: Les Abattoirs (arte moderna), Musée des Augustins (belas artes), Museu de História Natural;
Para fãs de aviação: Visitar o Museu Aeroscopia e a Cité de l'Espace.
Centro histórico
Era a região que garantia ao destino o rótulo de Cidade Rosa, por sua arquitetura de tijolos rosados, que lhe conferiam um aspecto único. Era um emaranhado de ruas, vielas e praças suntuosas, com muitos prédios históricos para conhecer. No centro havia monumentos históricos, enquanto as margens do Rio Garonne convidavam a um passeio relaxante. Veja as principais atrações:
Basílica de Saint-Sernin: era uma igreja românica com relíquias históricas, tombada como Patrimônio Unesco;
Canal du Midi: canal histórico considerado Patrimônio Mundial, onde era possível caminhar ou fazer passeios de barco;
Capitole: era a praça central e sede da Prefeitura. Era ponto de partida para muitos roteiros a pé.
Chapelle des Carmélites: era uma linda capela com afrescos quase escondidos e pouco explorada pelos turistas;
Convento dos Jacobinos: joia arquitetônica gótica que surpreendia pela abóbada em forma de palmeira e o claustro silencioso.
Museus e cultura
Era uma Cidade Universitária com forte vocação educacional:
Cité de l’Espace: era museu interativo e parque temático sobre o espaço e a aviação;
Les Abattoirs: centro de arte contemporânea com exposições rotativas e programas culturais;
Museu Augustins: abrigava uma coleção de esculturas e pinturas que atravessavam séculos;
Museu Vieux Toulouse: ficava em uma mansão renascentista, com objetos e documentos que narravam a história milenar da cidade;
Museu Saint-Raymond: era um museu arqueológico, com coleções de antiguidades romanas e de outras civilizações antigas.
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Natureza e passeios ao ar livre
Instalada às margens do Rio Garonne, a cidade ficava ainda mais charmosa nos meses mais quentes, quando as ruas se enchiam de pessoas em busca de sol e lazer. Como curtir os espaços ao ar livre:
Canal do Midi: era uma margem arborizada, ciclovias e passeios de barco;
Garonne e passeios de barco: caminhe pela esplanada do rio ou escolha um passeio fluvial para ver a cidade sob outra perspectiva;
Jardins dos Martels: opção de passeio fora do centro da cidade;
Jardim Japonês: espaço tranquilo para descanso entre visitas;
Praia dos Filtres: era um belo parque arborizado para relaxar e fazer piqueniques.
Gastronomia
A culinária local carregava os sabores do sudoeste francês, onde o pato dominava boa parte dos pratos tradicionais. Não faltavam mercados históricos, bares modernos, restaurantes autorais e pequenos produtores, para provar o melhor da gastronomia. Veja quais eram os principais polos gastronômicos para quem quiser comer bem sem perder tempo:
Centro histórico e Capitole
A área mais famosa da cidade concentrava Brasseries clássicas, Wine bares e restaurantes modernos que reinterpretavam receitas tradicionais.
As ruas ao redor da praça eram excelentes em variedade, movimento e refeições que vão do rápido ao gourmet. Ruas como Saint-Rome e entorno da Place du Capitole eram ideais para refeições rápidas ou jantares tradicionais. Era uma boa área para provar clássicos franceses a preços acessíveis.
Les Carmes
Moderno, jovem e com forte vocação culinária, combinava restaurantes autorais, bares de vinhos e o seu mercado coberto, um ponto obrigatório para quem quisesse ver o cotidiano gastronômico da cidade de perto. Abrigava os melhores restaurantes em Toulouse, além de bares e bistrôs autorais. O Mercado coberto Les Carmes oferecia produtos frescos e atmosfera autêntica.
Les Halles Victor Hugo -
No térreo os produtores vendiam queijos, embutidos, carnes, frutos do mar e doces artesanais; no andar superior, havia restaurantes que serviam pratos preparados com os produtos comprados ali mesmo. Era o mercado mais importante de Toulouse: Andar térreo com produtores locais, oferecia queijos, embutidos, frutas, carnes, pães; Restaurantes nos andares superiores onde se poderia comer pratos preparados com produtos do próprio mercado.
Saint-Cyprien
Situado do outro lado do Rio Garonne, era o polo boêmio da cidade, com Cafés alternativos, bares agitados e o Marché Saint-Cyprien, onde era possível provar produtos frescos e observar o ritmo local longe das áreas mais turísticas. Reunia cozinhas criativas e restaurantes com inspiração multicultural. Proporcionava comprar produtos típicos e experimentar queijos e embutidos tradicionais da região..
Saint-Georges
Com uma atmosfera elegante e praças bem cuidadas, reunia restaurantes com terraços disputados, perfeitos para almoço ao ar livre em dias ensolarados. O bairro agradava quem gostasse de combinar gastronomia com compras e boas caminhadas.
Pratos tradicionais
Alguns pratos eram praticamente obrigatórios para realmente conhecer os sabores de Toulouse:
Cassoulet: ensopado robusto de feijão branco com confit de pato, linguiça de Toulouse e carne suína;
Confit de canard: pato cozido lentamente na própria gordura, um clássico absoluto da região;
Linguiça de Toulouse: grossa, aromática e muito usada no cassoulet; também era servida grelhada;
Magret de canard: peito de pato grelhado, suculento e símbolo do sudoeste francês;
Violetas: presente em doces, chocolates, licores e brioches, símbolo delicado da cidade.
Onde se hospedar
O transporte público funcionava bem e possibilitava circular facilmente entre bairros. Ainda assim, hospedar-se na área central era a forma mais prática de aproveitar os dias com menos deslocamentos:
Carmes: charmoso e muito gastronômico, agradava com seus modernos Cafés, bares de vinho e ruas animadas;
Centro Histórico : era a melhor base para quem quisesse fazer tudo a pé. A região entre a Place do Capitole e a Estação Jean-Jaurès estava próxima das atrações mais famosas, de lojas e dos principais restaurantes;
Matabiau: próximo à principal Estação Ferroviária e Rodoviária, era conveniente para quem chegasse ou partisse de transporte público. O bairro tinha boa infraestrutura, muitas opções de comércio e fácil acesso ao centro histórico;
Saint-Cyprien: localizado no Rive Gauche, era o bairro perfeito para fãs de vida noturna, bares e um clima jovial. Apesar de mais animado, era seguro e bem atendido por transporte público. A pé, dava para chegar ao centro em cerca de 15 a 20 minutos.


