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MONTPELIER  - França

 

Fundada no ano de 985, ganhara notoriedade no século XII como um importante centro comercial, com ligação para o mundo mediterrâneo. Fora durante o século XIX que a cidade prosperara e muita desse avanço, fora por conta da cultura do vinho. O sol, abundante durante todo o ano, propiciara um crescimento econômico impressionante, baseado na produção e comercialização de vinhos. Em 1202, Montpellier entrara num novo capítulo da sua história quando passara a fazer parte do Reino de Aragão após o casamento de Maria de Montpellier, filha do nobre Guilhem VIII, para Pedro II de Aragão. Esta união dera início a uma era de crescimento significativo, tanto a nível econômico como cultural.

 

Em 1349, fora vendida aos Reino de França como parte do Tratado de Paris. Este fato marcara o fim da autonomia de Montpellier e a sua integração no domínio da monarquia francesa. Embora tenha passado a fazer parte da França, Montpellier conseguira manter muito do seu carácter local, com a sua cultura distinta, tradições e proeminência intelectual a continuarem a prosperar. Entretanto, em 1890, um fungo devastara os vinhedos e a cidade se vira em apuros. Fora a partir de então que se tornara um importante polo educacional.

 

Como chegar

De Paris para Montpellier eram 3 horas e meia de viagem através do TGV (o trem bala); em trens de alta velocidade que partiam de 2 em 2 horas da Estação Gare de Lyon, em Paris, e chegavam na Gare Montpellier Saint-Roch. De carro, a distância era grande: de Paris a Montpellier eram 748 km e a viagem durava cerca de 8 horas.

 

Centro histórico

Aproveite para conhecer o centro histórico da cidade e andar pela Rua do Antigo Correio, a mais antiga da cidade. Passe pela Esplanada Charles de Gaulle, uma praça enorme com fontes que proporcionavam boas imagens e veja a Catedral de São Pedro e o Museu Fabre. Era considerada uma cidade de universitária e estimava-se que quase um terço da população era formada por estudantes, já que na cidade existiam três importantes Universidades e três instituições de ensino superior. Com cerca de 307 mil habitantes, era a sétima maior cidade francesa e o seu clima ameno atraia turistas e moradores ano após ano. A cidade de Montpellier era a que mais se desenvolvera no país, há 25 anos consecutivos.

Referências históricas e turísticas

 

Aqueduto de Castries

Distante 15 km de Montpelier, era um dos pontos turísticos construído em 1676 por Pierre Paul Riquet e um marco da engenharia romana. Servira para abastecer de água o Castelo de Castries e hoje era considerado Patrimônio Mundial da Unesco.

 

Aqueduto São Clemente – Les Arceau

Conhecido também como Arceaux, fora construído no século XVIII para fornecer água à cidade. Ligava a fonte Saint-Clément ao reservatório da Promenade de Peyrou em uma distância de 14 km. Com cerca de 800 m, a construção era formada por uma dupla fileira de arcadas que deram nome ao bairro que atravessam, os Arceaux. Uma feira acontecia ao pé do aqueduto, às terças e aos sábados de manhã.

 

Antígone –

Remontava a 1979, quando o recém criado Conselho Municipal decidira realizar um amplo desenvolvimento urbano em cerca de vinte hectares de áreas próximos ao centro da cidade. O objetivo desta operação de planejamento urbano era desenvolver um novo distrito que proporcionasse a expansão equilibrada da cidade para o leste e conectasse o centro histórico ao Rio Lez.  O escritório de arquitetura do arquiteto catalão Ricardo Bofill elaborara o Plano Diretor que trouxera unidade estilística a um distrito de ruas e praças, zonas verdes, habitações, lojas, escolas e instalações esportivas, culturais e administrativas.

 

A maioria dos prédios fora construída em um estilo inspirado na arquitetura da Grécia antiga, de acordo com o projeto do arquiteto ao longo de um eixo que pretendia ecoar no leste o que estruturava a cidade no oeste, com o passeio Peyrou e o aqueduto Arceaux. Era um conjunto fantástico e surpreendente, com vários prédios modernos e bonitos que encantava os visitantes. Mais surpreendente que o projeto de Niemeyer para Brasília. Era uma visita obrigatória!

 

Arco do Triunfo

Este marco icônico, construído no século XVII, servia como uma das portas de entrada do Passeio do Peyrou. Este elegante monumento proporcionava excelentes vistas da área circundante e contribuía para o encanto histórico da cidade. Era obra que hoje não se faz mais.

 

Arco do Triunfo -

Ao final da Rua Foch surgia este imponente Arco, também chamado Portal do Peyrou, dominava a cidade desde o final do século XVII. Erguido em 1691 pelo arquiteto Augustin-Charles d’Aviler, a partir dos desenhos de François d’Orbay, prestava homenagem a Luís XIV e às suas vitórias, sendo um símbolo reluzente da grandeza do Rei Sol. Classificado como monumento histórico desde 1954, recuperara todo o seu esplendor após uma bela restauração em 2003. Situado em um dos pontos mais altos de Montpellier (a 52 metros de altitude), impressionava por suas proporções: 15 metros de altura por 18 metros de largura. Para obter uma maior visão da cidade, suba os 90 degraus até o topo onde ficava o Mirante de 360°.

 

Árvore Branca

Projetada por Sou Fujimoto, Nicolas Laisné e Manal Rachdi, a Arbre Blanc, que se elevava a 56 metros, era o prédio mais impressionante da cidade. Concluído no verão de 2019, tinha 17 andares com 193 varandas suspensas às margens do Lez, em frente ao bairro Antigone, era considerado uma façanha tecnológica. E uma parada gastronômica, já que o prédio tinha uma Brasserie chique na base da torre e no último andar um bar de tapas com vista para toda cidade.

 

Capela dos Penitentes Brancos –

Dedicada à Sainte Foy, uma virgem martirizada em Agen, por volta de 290, fora construída no final do século XII. A Irmandade dos Penitentes Brancos ali se instalara no início do século XVI. Durante as Guerras Religiosas, a capela fora destruída e em 1568 restaram apenas a base das paredes e a fachada ligada por um arco ao Hôtel Jacques Cœur. Embora estruturalmente pequena, tinha muita estória para revelar...

 

Carrer Santa Ana – Rua Philipy, 2 –

Fora fundado em 1869 e tinha uma longa história. A igreja fora desconsagrada em 1986 e agora era usada como centro cultural e para exposições de arte contemporânea. O prédio mantivera seu charme antigo com seus belos vitrais. Era adornado com um majestoso campanário, visível de toda a cidade. O local também contava com oficinas onde instrumentos musicais eram produzidos ou reformados. A entrada era gratuita.

 

Catedral de São Pierre –

Situada no bairro medieval Écusson, era um impressionante testemunho de séculos de fé, história e engenhosidade arquitetônica. Originalmente construída em meados do século XIV como a capela de um Mosteiro Beneditino, evoluíra para o coração espiritual e cultural da cidade. A elevação da Catedral ao status episcopal em 1536 sinalizara a crescente importância de Montpellier, e hoje, sua presença continuava a moldar a paisagem local, tanto física quanto culturalmente

 

Chateau de Flaugergues  - Avenida Albert Einstein, 1744 –

Construído em 1696, era uma das mais antigas Follies de Montpellier, residências de verão dos ricos e famosos da cidade. Seu primeiro proprietário, Etienne de Flaugergues, trabalhara no prédio por mais de 45 anos para alcançar sua aparência final. Destacava-se pelo seu interior imponente e pelos dois avant corps, que evocam as Villas toscanas do século XVI. Os interiores abrigavam documentos de arquivos, tapeçarias flamengas das oficinas de Philippe Wauters, mobiliário no estilo Luís XVI e uma enorme escadaria. Tinha um parque bem ajardinado e os chamados Jardins Notáveis.

Chateau d`eau de Peyrot –

A construção da torre de água começara em meados dos anos 1700 na França. O Rei Luís XIV ordenara a criação deste impressionante espaço cívico. A torre fora oficialmente concluída em 1768, após anos de intenso trabalho. Ela funcionava como o destino final do principal sistema de água da cidade. Esse sistema trazia água potável de nascentes localizadas a muitos quilômetros de distância. o longo dos séculos, a torre sobrevivera a várias alterações urbanas. Era também conhecido como Porte du Peyrot.

 

Chateau da Mogere – Rota de Vauguiéres, 2235 -

De Fulcran Limozin, Secretário do Rei, que comprara o domínio em 1706, até o Visconde de Saporta, nona geração e atual proprietário, a vida do castelo acompanhava as transformações dos séculos. Entre retratos de família, obras em gessos e pinturas, a decoração atravessava as quatro estações e nos projetava no passado. Dominando a antiga horta, o magnífico reservatório de água testemunhava a forte influência italiana. Grande fonte em estilo rococó, apresentava uma decoração policromada (buquês de conchas, mosaicos sobre fundo laranja e vermelho. Classificado como monumento histórico desde 1945, era abastecido por um aqueduto interno ao domínio, com 55 metros de extensão.

 

Cidade da Água

Montpellier tinha uma rede única de canais e vias navegáveis, o que aumentava o seu encanto e oferecia uma perspectiva refrescante. O Rio Lez atravessava a cidade, e havia planos para desenvolver ainda mais a zona ribeirinha, criando mais espaços verdes e áreas recreativas.

 

Cidade Universitária –

Com uma grande população estudantil, Montpellier apresentava uma atmosfera animada e jovem. A presença de importante Universidade contribuía significativamente para o animado panorama cultural da cidade. Eram 6 Universidades que tinham o ensino focado em Agricultura, Ciências ambientais, Ciências, Engenharia e Estatísticas, Química e Veterinárias. Além dessas havia mais 29 órgãos de ensino qualificados.

 

Cidade verde –

Montpellier estava empenhada na sustentabilidade e dispunha de numerosos parques e espaços verdes. A cidade implementara várias iniciativas para promover um tráfego melhor para ciclistas e operários, tornando-a um local mais ecológico e agradável para viver.

 

Citadela  - Allee da Citadela, 150 –

Era uma antiga Fortaleza situada no coração do centro histórico. Fora construída entre 1624 e 1627, por ordem do Rei Luís XIII, para vigiar a cidade após várias revoltas. Tornara-se o Quartel Joffre no final do século XIX e, desde 1947, abrigava uma instituição educacional: o Colégio e Liceu Joffre.  Em 31 de agosto de 1622, tivera início o cerco da cidade por Luís XIII e suas tropas. Essa data marcava um ponto de virada na história da cidade depois de um longo período de mais de dois séculos de confrontos entre católicos e protestantes.

 

Esplanada Charles de Gaulle

Era um grande espaço público perto do centro da cidade, perfeito para atividades ao ar livre. Com suas fontes, bancos e Cafés ao ar livre. Era um ponto de encontro central para os habitantes locais e visitantes desfrutarem do sol.

 

Esplanada da Europa –

Aqui tudo respirava modernidade, mesmo que cada detalhe lembrasse um certo classicismo revisitado. Ao longo dos passeios, notava-se a influência da arquitetura neoclássica revisitada por Ricardo Bofill, figura importante do cenário de Montpellier.  Os prédios que cercavam esta grande praça adotavam uma forma em arco, criando um efeito de anfiteatro aberto para a cidade. Essa escolha arquitetônica não é casual: valorizava linhas puras enquanto promovia uma atmosfera acolhedora e propícia a encontros. Ricardo Bofill quisera dar a impressão de um teatro a céu aberto, onde cada residente, ou visitante se tornasse um personagem desse cenário cotidiano.

 

Essa escolha também criava uma acústica particular durante os eventos que animavam regularmente a Esplanada. Concertos, festivais e projeções se beneficiavam plenamente dessa configuração, transformando a praça em um palco natural acolhedor. O espírito de Antígona: entre herança e inovação. O bairro Antígona reivindicava um estilo único. Estruturado em torno da esplanada da Europa, misturava arquitetura monumental inspirada na Grécia Antiga, com toques de modernidade.

 

Faculdade de Medicina

Fundada em 1220, a Faculdade de Medicina se mantinha, ao longo dos séculos, como um importante centro de formação e estudos da área médica na França e em toda a Europa.  Montpellier tinha a mais antiga escola de medicina do mundo em funcionamento contínuo.

 

Farmácia da Misericórdia – Rua da Moeda, 1 -

O conjunto histórico da Misericórdia abrigava a última farmácia de Montpellier ainda em funcionamento.  A farmácia, composta por duas salas com o balcão dos séculos XVIII e XIX, continham uma coleção raríssima de potes de monstro, potes canhão, jarros e bilhas, testemunhos de vários séculos da cerâmica de Montpellier. A capela, instalada em 1830 nos antigos ateliers da Casa da Moeda, era decorada com pinturas que ilustravam a história da caridade, entre as quais dois grandes quadros no Coro: A Caridade de São Vicente de Paulo, de Eugène Devéria, e As Damas da Misericórdia, de Auguste Glaize. Outras telas assinadas por Reynaud Levieux tornam a capela um pequeno Conservatório da pintura regional do século XVII ao XIX.

 

Igreja de São Pedro - Praça de São Pedro

A Catedral dedicada a São Pedro fora construída a pedido do Papa Urbano V, em 1364, como um anexo ao Monastério de São Bento. Em 1536 fora elevada a Catedral.  Fora edificada em estilo gótico, apesar de ter características do românico também, com os gigantescos pilares. Abria para visitas de segunda a sábado, das 9.30 às 12.00h e das 14.30 às 18.30h. O acesso era gratuito.

Igreja de São Rouch

Era um Santuário consagrado pelo tempo, transcendia a definição de um simples prédio religioso. Esta igreja, mais do que uma estrutura, era um emblema vital de Montpellier, um espaço onde a reverência silenciosa de inúmeras orações se entrelaçava com o pulso contemporâneo da vida da cidade. Apesar de sua importância religiosa, ainda não fora concluída...

 

Jardim das Plantas –

Era um dos mais antigos jardins botânicos da Europa. Este oásis de paz estava repleto de plantas, árvores e flores raras, proporcionando um local encantador para relaxar e apreciar a natureza no coração da cidade.

Jardins do Champ de Mars –

Aberto ao público desde 1900, com uma área de 35.000 m², fora projetado pelo arquiteto paisagista do final do século XIX, Edouard André. Caminhos sinuosos, um lago central e uma cascata mostravam o conceito clássico deste jardim. Podia-se sentir ali a atmosfera do início do século, quando a função essencial do jardim era o passeio e a descoberta dos elementos que compunham o parque: presença de água, vegetação cuidadosamente escolhida.

 

Le Corum – Esplanada Charles De Gaulle

Era um centro cultural e de conferências, composto por um Centro de Convenções e uma Casa de Ópera. Era conhecido por sua arquitetura moderna e pela capacidade de sediar uma variedade de eventos, incluindo conferências, concertos, óperas e exposições. Era um prédio versátil e pitoresco oferecendo vistas deslumbrantes da cidade.

 

Le Nuage - Avenida Raymond Dugrand, 769 -

Era um incrível prédio com uma fachada em formato de favo de mel. Projetado pelo famoso designer Philippe Starck, abrigava um restaurante, um centro de fitness e uma piscina. Fora uma das primeiras construções infláveis da Europa. Ao redor da estrutura de concreto, uma membrana em forma de bolha era inflada com ar a 700 bar.

 

Le Panacée – MO.CO. - Rua da Escola de Farmácia

Aberto em 2013, o Centro de Arte Contemporânea MO.CO. Panacée estava instalado em um dos monumentos históricos mais importantes da cidade. Fora aqui que o Rei Luís XII concedera à Faculdade de Medicina suas primeiras instalações oficiais, no século XV. No cruzamento das atuais ruas da Escola de Farmácia e do Calvário, o Colégio Real de Medicina colocara então a cidade como uma das capitais europeias do ensino médico.

 

Ele se desenvolvera durante o reinado de Henrique IV, com o surgimento de novas especialidades: anatomia, botânica, depois cirurgia e farmácia. Na Faculdade seria criado o Jardim Botânico Real (atual Jardim das Plantas), em 1593. Tinha três espaços diferentes: Hotel das Coleções, a Escola de Belas Artes e a Panaceé. Todos eles eram dedicados a arte contemporânea e recebiam diversas exposições durante o ano. Abria das 11.00 as 18.00h.

 

Les Arceaux

Eram parte da Promenade de Peyrou, na extremidade ocidental desse belo parque. Era impressionante ver esses aquedutos antigos se prolongar na distância. Dava para caminhar a seus pés, mas a cidade crescera a seu redor e até debaixo deles, e tornava-se difícil seguir depois de uma caminhada.

Liceu Georges Frêche -

Era uma escola localizada no Distrito de Odysseum, que formava profissionais para os setores de hotelaria e restauração. As curvas fluidas e elegantes do prédio, cobertas por milhares de pequenos triângulos, faziam dele uma obra singular.  O prédio, projetado por Massimiliano Fuksas, tinha uma aparência uniformemente metálica e incluía um restaurante educacional, bem como um hotel 4 estrelas – o Nelson Mandela – que estava aberto durante a semana e era administrado pelos alunos. Doze quartos estavam disponíveis a preços baixos, para uma experiência única profissional.

 

Mad Monkey – Avenida Etienne Méhul, 2929 --

Este centro de lazer inovador combinava escalada com diversão — desde enormes bolas de boxes até paredes de corrida transparentes e jogos de escalada com realidade aumentada. A área Fun Climb possuia sistemas automáticos de segurança e era acessível a partir dos 5 anos, enquanto a zona Climb & Play utilizava tecnologia de RA para jovens e adultos.

 

Mansão Magn -  Rue de l’Université, 12 - bairro de Écusson -

Construída no século XVI, durante a ascensão de Montpellier como capital do Languedoc, refletia as ambições clássicas das famílias nobres e burguesas da região. Originalmente uma residência privada, os seus pátios, escadarias monumentais com balaustradas de ferro forjado e varandas decorativas mostravam a evolução dos estilos medieval para o renascentista e clássico. A história social da mansão era igualmente rica. Fora lar de famílias influentes envolvidas na governança, comércio e leis, e servira como um centro para eventos sociais, encontros empresariais e patrocínio artístico. Abria para visitas às 10.00, 14.00 e 16.00h.

 

Mercado das Pulgas da Paillade -

Era uma experiencia única para os amantes de antiguidades e objetos únicos, além de cerâmica, brinquedos, bonecas, móveis, porcelanas, luminárias, posters e coleções vintage.

 

Montpelier Town Hall  - Town Street, 39 -

Um enorme cubo azul com reflexos metálicos que mudavam com o sol, projetado pelos arquitetos Jean Nouvel e François Fontès, era ladeado por uma imponente praça pavimentada de pedra. Um prédio de alto desempenho, estava localizado na interseção entre o centro antigo e os novos bairros de Port-Marianne, a leste da cidade, às margens do Lez. A Prefeitura era projetada como o prédio emblemático de uma cidade portuária, como imaginado por Jacques Coeur, em 1440, e pelo então Prefeito Pagézy, no final do século XIX.

 

Museu Atger –

Era o museu mais antigo de Montpellier, abrigava mais de mil desenhos e mais de 5 mil gravuras, com obras de Carrache, Fragonard, Rubens e Tiepolo. Tinha uma coleção impressionante de desenhos de escolas holandesas, flamengas, italianas, alemãs, além da francesa.

 

Museu de Anatomia –

Também conhecido como Museu dos Horrores, pertencia a Faculdade de Medicina e era considerado um dos melhores do mundo nessa área. Diferente de obras de pintores consagrados, aqui encontraria com instrumentos cirúrgicos, corações, crânios, órgãos sexuais, pulmões deformados, entre outras partes do corpo humano, preservados por séculos para serem estudados.

 

Museu de Arte Brut – Rua Beau Sejour, 1 –

Situado no coração do bairro dos Belas-Artes, abrigava uma importante coleção de criadores da corrente art brut, art singulier e outros, visionários, surrealistas de todos os horizontes, desde o período histórico do início do século XX até a arte outsider internacional de hoje.

 

Valorizava obras importantes de criadores autodidatas, inventivos, gênios inspirados, primitivos e obsessivos, cada um com um universo muito pessoal, entre os quais se encontravam os ícones e fundamentos da arte bruta: Aloïse Corbaz, Martin Ramirez, Johann Hauser, Adolf Wölfli, Madge Gill, Augustin Lesage, Oswald Tschirtner, August Walla, Carlo Zinelli, Gaston Chaissac... A obra do artista-soldador Fernand Michel também era apresentada aos visitantes (casa e ateliê) como parte do percurso deste museu. Este espaço fazia parte de um dos mais belos museus da França em sua seção arte bruta e contribuia ativamente para o reconhecimento cultural e turístico internacional de Montpellier e sua região. Abria das 11.00 às 13.00 e das 14.00 às 18.00h. Fechava no domingo e na segunda-feira.

 

Museu Fabre –

Era o museu de arte mais famoso da cidade e um dos mais prestigiados da Europa. Abrigava com uma das maiores coleções de pinturas francesas fora da capital do país, como quadros de Monet, Poussin e Rubens. No primeiro domingo do mês, a entrada era gratuita.

 

Museu Henry Prades – Rota de Perols, 390 –

Há 2.000 anos, Lattes ocupava um lugar central na atividade comercial do Mediterrâneo. Durante quase 800 anos, do século VI a.C. até o século III, o porto de Lattara fora um ponto de encontro econômico e cultural onde se cruzavam as grandes civilizações da Antiguidade: etruscos, gregos, iberos, romanos... assim como as populações gaulesas locais. Após vários séculos de abandono, Lattes voltaria, na Idade Média, a ser o porto de Montpellier. No coração do antigo delta do Lez, o sítio de 5 hectares ainda abrigava vestígios desse passado glorioso. Desde 1963, Henri Prades e o Grupo Arqueológico Painlevé realizaram escavações arqueológicas no local, continuadas a partir de 1983 pelo CNRS. Para testemunhar a riqueza das descobertas, um museu arqueológico fora instalado no antigo Saint-Sauveur.

Renomeado Henri Prades, ele oferecia uma experiência imersiva que mergulhava o visitante no cotidiano das mulheres e homens da Antiguidade. Seus conteúdos multimídia e suas reconstruções (maquetes, recriação em tamanho real de uma habitação gaulesa...) propunham uma viagem no tempo, retratando a história deste entreposto cosmopolita. Além das coleções permanentes, o museu recebia exposições temporárias, conferências e eventos voltados para a arqueologia e a história das civilizações mediterrâneas antigas. Durante o verão, visitas guiadas possibilitavam descobrir a zona arqueológica e seu entorno, a poucos passos do sítio protegido de Méjean.

 

Museu Sahariano –  Avenue de Castelnau, 1Bis – Cres - 

Situado na vila de Crès, estava o atípico Museu do Saara. Diferente por sua arquitetura no estilo das margens do Saara, pintado com as cores do deserto. Exótico por ser o único museu na Europa dedicado à história e aos povos do Saara. Em 2 níveis, os visitantes descobririam todo o universo saarauí: em um deles, na época da presença francesa, e no outro, o cotidiano dos nômades, junto com muitos objetos e joias magníficas. O  Saara constituía um arquivo tangível sobre a criação do planeta Terra. O museu dedicava várias de suas vitrines a esses tesouros naturais. Havia uma vitrine dedicada ao explorador Théodore Monod. Um elemento que fazia parte da visita era a recriada carroça dos Garamantes puxada por cavalos. Havia vitrines dedicadas ao trabalho do renomado historiador Henri-Jean Hugo e à fantástica épica da Missão Berliet Ténéré Tchad.

 

Odysseum

Era um centro de lazer e comercial, ocalizado na parte leste de Montpellier, que fora projetado como uma extensão lógica do centro da cidade. Um cinema multiplex, instalações de lazer (patinação no gelo, aquário, planetário, etc.), restaurantes e diversas lojas, incluindo grandes marcas, compunham este Complexo servido pelo Tram.

 

Ópera Orquestra Nacional Montpellier Occitanie –

Era uma joia da arquitetura neoclássica. Quer esteja assistindo a um espetáculo ao vivo ou simplesmente admirando o exterior, era um centro cultural da cidade com visita obrigatória.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Palácio da Justiça – Rua Foch, 1 -

No final do século XIX, estimulado pelo rendimento de sua viticultura,

Montpelier empreendera um grande avanço no espírito de Haussmann planejando conectar o Arco do Triunfo ao invés de Comédia. Por quase quarenta anos, a cidade fora transformada em um grande canteiro de obras e via prédios maravilhosos surgirem: Les Halles, em 1859, a Prefeitura em 1870, os Correios em 1885 e finalmente o Palácio da Justiça entre 1846 e 1855. Ele fora construído em estilo neoclássico, no local do Castelo  de Guilhem. Essa ampla Avenue Foch oferecia uma bela perspectiva sobre o Jardim de Peyrou e a estátua de Luís XIV, bem como sobre o Arco do Triunfo, construído em 1692 como um monumento dedicado à glória do Rei Sol.

 

Parque Domaine d`O - Rua da Carriérasse, 150 –

Enclave de arte e cultura, era um centro de espetáculos aberto o ano todo., o parque do Domaine d'O abrigava um extravagante auditório no coração de seus 23 hectares de espaço natural, jardins mediterrâneos, um pinhal centenário e um olival. Tanto no inverno quanto no verão, eram realizados 6 festivais para todos os públicos, onde se homenageava o circo, o teatro, a música e o cinema.

 

Parque Zoo Lunaret – Avenida Agropolis, 50 -

Localizado ao norte do centro da cidade, oferecia uma escapada exuberante imersa na natureza e na vida selvagem. Com uma área de aproximadamente 80 hectares, apresentava vegetação mediterrânea densa, trilhas pela floresta e campos abertos onde se poderia encontrar mais de 140 espécies de animais de todos os continentes.

 

Passeio de Peyrou

Também chamado de lugar Real de Peyrou , era uma Esplanada de 4,59  há,  localizada a oeste do Distrito de Ecluson, na orla da antiga muralha da Comuna Esgrima. Este conjunto, classificado entre os monumentos históricos, representava um conjunto de cinco obras: o passeio e os seus terraços que permitiam contemplar os  Cévennes e os Pirinéus que fora equipado em 1689, a Porta de Peyrou ou o Arco do Triunfo com a sua ponte e suas rampas de acesso, feitas em 1691, a estátua equestre de Luís XIV erguida em 1718, o Aqueduto de São Clemente e seu Reservatório construído a partir de 1753, a torre d'água cujo projeto fora selecionado em 1766, as estátuas da criança e o leão, de Injalberto e os portões das entradas de 1883. Em 1927, a construção de um relógio de Sol analemático ( do tipo quadrado ) realizada por iniciativa de Pierre Humbert.

 

Pavilhão Popular – Praça Charles De Gaulle -

Construído em 1891, era um elegante prédio em estilo neorrenascentista, fora inicialmente destinado a acolher os estudantes da cidade, antes de se tornar uma casa associativa e, posteriormente, uma extensão do Museu Fabre. Desde 1993, instalado na Esplanada Charles-de-Gaulle recebia grandes exposições dedicadas à arte fotográfica. Em três décadas, os visitantes puderam descobrir os trabalhos de alguns dos maiores artistas: Robert Doisneau, Brassaï, Aaron Siskind, Raymond Depardon, Bernard Plossu, Patrick Tosani e Jakob Tuggener. Aberto gratuitamente ao público, era um dos locais de referência da fotografia contemporânea, oferecendo eventos muitas vezes inéditos na França e até no mundo. Apresentava três exposições por ano de âmbito nacional e internacional, incluindo a exposição principal do Festival Les Boutographies, em maio.

 

Pequeno  Trem

O pequeno comboio de Montpellier era uma forma divertida de explorar a cidade. Este comboio turístico oferecia passeios guiados pelas zonas históricas e paisagísticas, proporcionando uma introdução confortável à cidade para quem tivesse pouco tempo para estar na cidade.

Pierresvives – Rua Professor Blayac, 907 -

Era um centro do conhecimento e do esporte para todos em Montpellier, construída no início da década pelo famoso arquiteto Zaha Hadid como um gigantesco vaso de concreto e abrigava, entre outras coisas, os arquivos e a biblioteca de mídia departamental.

 

Poligono  -   Rua dos Pertuisanes, 1 -

Distribuído em três níveis, era o maior centro de compras do centro da cidade, com 100 lojas e 10 restaurantes. Localizado entre o bairro Antigone e a Place de la Comédie, era acessível por quatro linhas de bonde que atendem Comédie e Antigone. Tinha um estacionamento subterrâneo com 2.000 vagas.

 

Porta de Peyrou -

Era também conhecida como o Arco do Triunfo de Montpellier. Este marco icônico é não apenas uma maravilha da arquitetura clássica francesa, mas também um significativo símbolo cultural para a cidade de Montpellier. Construído em 1691 para homenagear o Rei Luís XIV, era um testemunho da rica história e grandeza arquitetônica da cidade. O monumento era um ponto central para diversos eventos culturais e celebrações, tornando-se um destino indispensável para os turistas.

Praça da Canourgue

Era a mais antiga e mais bonita da cidade. Era cercada por belos casarões do século XVII, suas árvores de zimbro e de madeira proporcionavam um belo cenário com a Fonte do Unicórnio. Era cercada por prédios altos e Cafés ao ar livre. Tinha um passado marcante em relação a vida social da cidade, tendo servido de cenário para eventos e deslumbre da alta sociedade.
 

Praça da Comédia

Era uma praça animada e movimentada no coração da cidade, muitas vezes referida como o Olho da Cidade. Era um excelente ponto de partida para explorar, com a sua arquitetura grandiosa, Cafés ao ar livre e a impressionante Opéra Comédie que dominava a praça. Aqui aconteciam apresentações de artistas de rua.

Praça  Jean Jaures

Situada no bairro de Écusson, mantinha uma atmosfera medieval e abrigava uma casa que remontava ao século XIV. Construído sobre uma colina, o Distrito correspondia à parte mais antiga da cidade. Os boulevares que o cercavam estavam localizados nos fossos medievais que outrora delimitavam a muralha principal da cidade. Aqui estava a Igreja de Notre Dames des Tables, que passara por períodos difíceis por conta das guerras entre católicos e protestantes.

 

Rua Foch

Sua caminhada poderia começar a partir da Rue Foch, uma das avenidas mais elegantes da cidade. Era larga, majestosa, ladeada por hotéis e fachadas no estilo haussmanniano, ligava a Rue de l’Aiguillerie ao Arco do Triunfo. Criada no século XIII, fazia parte dos passeios mais emblemáticos da cidade.

 

Teatro  Domaine d`O – Rua da Carrierasse, 178 -

A Cidade Europeia do Teatro e das Artes Associadas Domaine d’O era um espaço de arte e cultura multidisciplinar: teatro, música, circo, dança, espetáculos para o público infantil, um local de difusão e criação de espetáculos ao vivo. Produzia uma temporada cultural e o Primavera dos Comediantes, além de vários festivais. Recebia outros festivais de renome, como Montpellier Danse, Radio France Montpellier Occitanie, Arabesques... Abrigava um anfiteatro com 1800 lugares, o teatro Jean-Claude Carrière com 600 a 1200 lugares, um Bistrô e um jardim de 3 hectares.

 

Teatro Kawa -

Era um espaço de arte e cultura multidisciplinar: teatro, música, circo, dança, espetáculos para o público infantil, um local de difusão e criação de espetáculos ao vivo. A Cidade Europeia do Teatro produzia uma temporada cultural e o Primavera dos Comediantes, além de diversos festivais. Ela recebia outros festivais de renome como Montpellier Danse, Radio France Montpellier Occitanie, e Arabesques. Era um local excepcional, abrigava um anfiteatro com 1800 lugares, o Teatro Jean-Claude Carrière, com capacidade de 600 a 1200 lugares, um Bistrot e um pinhal de 3 hectares.

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