top of page

VALLADOLID  - a cidade das igrejas - Espanha











 

 

 

 

 

 

 



 


 

 

 

Antiga capital de Espanha, era uma cidade rica em história e cultura. A  Praça Mayor era uma das primeiras praças regulares da Europa e o coração da vida social. A Catedral, inacabada, fora desenhada por Juan de Herrera. O Museu Nacional de Escultura, localizado no Colégio de São Gregorio, albergava uma importante coleção de arte sacra. A Casa de Cervantes, onde vivera o autor de Dom Quixote, era agora um importante museu.


O Campo Grande, principal parque da cidade, oferecia um oásis verde com Pavões desfilando sua beleza. A Passagem Gutiérrez, uma Galeria comercial do século XIX, era um belo exemplo da arquitetura de ferro e vidro.A gastronomia destacava-se pelo cordeiro assado e os vinhos da região da Ribera del Duero. A Semana Santa de Valladolid, declarada de Interesse Turístico Internacional, era famosa pelas suas procissões.Valladolid combinava história castelhana, cultura e gastronomia de Espanha.

 

Referências históricas e turísticas

 

Academia de Cavalaria –

Localizada ao lado do parque do Campo Grande, chegara à cidade em 1852, transferida de Alcalá de Henares. Na primeira Academia fora instalado em um prédio construído para ser uma prisão em 1847. Depois de ser destruída devido a um incêndio, fora substituído pelo atual prédio imponente, um importante legado da historia e arquitetura monumental das primeiras décadas do século XX.

Calle Cebaderia

Aproveite para passear pelos pórticos da Rua Cebadería, a conexão natural da Huerta del Rey até o centro histórico. Sem perceber, cruzará por ela várias vezes, já que era uma rua central e de passagem. Diziam que a origem do nome derivava da reunião daqueles que vendiam cevada e outros produtos semelhantes. Outras duas calles recomendadas: a Santiago e a Plateria.

Campo Grande

Era o principal parque no centro da cidade, um oásis de vegetação que convidava a descobri-lo com calma. Com mais de 10 hectares de extensão, tinha lagoas, caminhos, fontes e uma vegetação variada que o tornava numa espécie de jardim botânico. Existiam quase 100 espécies diferentes de árvores, e muitos exemplares tinham uma placa que os identificava. Uma das curiosidades era a presença de Pavões, que circulavam livremente pelo parque.

Casa de Cervantes

Dos muitos lugares onde Cervantes vivera, este Museu Casa de Cervantes era o único original preservado. As peças vistas durante a visita não eram originais, mas eram autênticas e pertenciam à mesma época. A certeza que o escritor morara nesta casa, porque era assim que constava do processo aberto para a investigação de um homicídio, assunto em que Cervantes prestara depoimento como testemunha.

 

Casa Museu Colón 

Registrava a vida e os feitos do descobridor da América, através de uma interessante exposição interativa, e o Museu Casa de Cervantes, que conservava o exato lugar onde vivera Cervantes entre 1604 e 1640 incidindo com a primeira publicação da sua obra Don Quixote de la Mancha, em 1605.

Castelo de Fuensaldaña -

Era outro dos castelos que poderia incluir no seu roteiro para visitar Valladolid. Construído no século XV este castelo quadrangular com torreões circulares e Torre de Menagem (com vistas 360º ), fora residência senhorial da família nobre dos Vivero e sede das Cortes de Castela e Leão. Era conhecido como o castelo dos castelos, por ser hoje um centro de interpretação dos Castelos, a cuja interessante exposição interativa merecia a visita.

 

Catedral

Grandiosa e austera tinha uma única torre que poderia ser acessada pelo elevador para apreciar a vista da cidade. A maior parte de seu design era obra do arquiteto João Herrera, um dos mais altos representantes da Renascimento e que dera nome ao estilo herreriano. Como as obras demoraram, predominava a influência do estilo barroco. Anexas encontrava-se as ruínas de uma antiga igreja colegiada em estilo romântico. A visita guiada a torre valia muito pois era feito todo um relato da história da construção da igreja. Abria para visitas de terça a sexta: das10.00  às 13..30 e das 16.30 às 19.00h. Aos sábados das 10.00 às 14.00h. Aos domingos das 11.45 às 13.30h.

 

Catedral inacabada

Como suas obras originais não foram concluídas, por isso a chamavam de a inconclusa. A falta de financiamento – o dinheiro era destinado às guerras – e os problemas de estabilidade foram dois fatores importantes para que ficasse inacabada. Por isso que não tinha claustro e apenas uma torre. Enormes pilares sustentavam a estrutura desprovida da modelagem habitual das catedrais e igrejas espanholas. Destacava-se no altar o retábulo maior obra de Juan de Juni, que fora trasladado da vizinha igreja de La Antigua.

 

O Museu Diocesano e Catedralício de Valladolid estava localizado no interior da Catedral, abrigando mais de 450 peças entre pinturas, esculturas policromadas e ourivesaria, e muitas obras da arte barroca espanhola. A torre poderia ser visitada indo até o topo. Não abrigava nenhuma peça importante, embora em sua época tivesse abrigado uma pintura de El Greco. Tinha um rico arquivo musical que preserva 6.000 obras e um retábulo de Juan de Juni, do século XVI.

Centro Comercial As Francesas

A Rua Santiago era a principal via peatonal e comercial. Conectava a Praça Maior com a Praça Zorrilla. Estava sempre movimentada e tinha um notável legado histórico e artístico. Por exemplo: o Convento das Francesas, fundado em 1487 para acolher mulheres provenientes de famílias nobres, na antiga rua principal da vila. Ao atravessar o umbral da porta da Rua Santiago, chegava-se a um pátio com a igreja do Convento e, ao atravessar uma pequena Galeria comercial sem muito atrativo, chegava-se ao magnífico claustro de três andares, concluído em 1537 e com decorações gótico-mudéjar.

Colégio Maior -

Era uma das instituições universitárias mais antigas e a segunda do seu gênero na Espanha. Fundado pelo Cardeal Pedro González de Mendoza. em tempos dos Reis Católicos, seu antigo prédio histórico era conhecido como Palácio de Santa Cruz, e atualmente sede do Reitorado da Universidade de Valladolid. Com o título de Muito Ilustre, que ainda exibia, durante toda a Idade Moderna (séculos XVI, XVII e XVIII) fora um centro de formação de elites político administrativas até que desaparecera com as primeiras desamortizações do Estado liberal do século XIX.

Na década de 1940, a Universidade de Valladolid procedera à refundação do Colégio Maior, no prédio da Hospedaria de Antigos Colegiais, anexo ao Palácio de Santa Cruz, para oferecer uma hospedagem com clara vocação cultural e de formação complementar a estudantes de fora de Valladolid e a visitantes ilustres.

 

Galerias comerciais

Existiam três passagens comerciais do século XIX na Espanha e uma delas estava em Valladolid e se chamava Passagem Gutiérrez. Era uma Galeria comercial coberta, inaugurada em 1886, situada entre as Ruas Fray Luis de León e Castelar, perto da catedral, era um dos pontos destacado da cidade. Seguindo o modelo das Galerias que surgiram em Paris após a revolução industrial do século XIX, sua função era servir como passagens que faziam a comunicação entre ruas movimentadas e eram destinadas a ampliar o espaço para o comércio. A alta burguesia da época passeava por esta elegante área comercial, hoje ocupada por lojas e bares. O nome devia-se ao pedido de Eusebio Gutiérrez, que em 1886 encarregara o arquiteto Jerónimo Ortiz de Urbina do projeto de Galeria comercial que conectasse as áreas da Catedral e da Praça Maior.

 

Igreja das Francesas – Calle de Santiago, 12 –

Fazia parte de um antigo Convento que atualmente fora transformado em Centro Comercial e a igreja numa sala de exposições, não havendo muito para ver, a não ser a fachada exterior e as exposições que estiverem em exibição.

Igreja de Santa María de Antigua - Praça Portugalete -

A igreja de Antígua era a memória de uma das primeiras construções de Valladolid. Nada restara da igreja primitiva que Pedro Ansúrez mandara construir no século XI e XII. As partes mais antigas preservadas eram torre sineira e a Galeria com pórticos. Ambos eram excelentes exemplos da arquitetura românica e um dos melhores exemplos deste estilo, em Castela e Leão. Seu campanário, com 55 metros, era um dos mais altos do estilo romântico em toda a Espanha. O resto do conjunto estava estilo gótico, modificado com as reformas realizadas ao longo dos séculos.

Igreja de Santa Maria – Calle da Igreja, 1 –

Esta era uma das igrejas mais antigas ainda em pleno uso. Ao visitá-la, havia uma cripta cheia de ossos humanos do tempo das Cruzadas.

Igreja de São Andrés Apostolo -  Praça de São Andrés, 2 –

Era conhecida pelo seu impressionante retábulo central, que datava de 1740, em estilo barroco que substituía o suntuoso retábulo gótico que presidia a capela central, proveniente da igreja de São Paulo. O novo retábulo era uma obra barroca de Juan de Correa,e dourada por Gabriel Fernández. As imagens foram policromadas em 1742 por Bonifacio Núñez. Com quase 20 metros de altura, era um dos retábulos mais ricos e belos da cidade. Assente em quatro grandes colunas com motivos vegetalistas, era constituído por um expositor do Santíssimo Sacramento na sua parte inferior, ladeado por pequenas imagens das Santas Justa e Rufina. Na parte central, havia imagens de São Pedro, São Paulo, São José e São Joaquím, com a imagem de São Andrés no centro presidindo o retábulo.

Acima de Santo André estava a pomba representando o Espírito Santo, acima dela um relevo da Virgem da Assunção, e rematando a maior rosácea do retábulo estava a imagem do Pai Eterno. Como um típico retábulo barroco, destacava-se pelo número de anjos que lhe eram anexados. O transepto é encimado por uma cúpula rebaixada em cujos pendentes estavam representados os evangelistas, pinturas realizadas em 1733 por Ignacio de Prado, que substituíam as anteriormente feitas por Bartolomé Carducho.

 

Igreja de São Miguel e São Julian –

Fora concluída em 1591 e posteriormente adquirida pelos Jesuítas era uma das igrejas de destaque da cidade. Tinha apenas uma única nave, com muitas capelas em seu entorno. Os Padroeiros da igreja foram os Condes de Fuensaldaña, que foram sepultados na capela-mor. Havia uma bela escultura de Maria Madalena, datada de 1739, obra-prima do Pedro de Mena. Existiam esculturas de São Paulo, São Francisco Javier, São Gabriel, São Rafael e São Ignacio de Loyola,  fundador da Ordem Jesuíta, executadas por Gregorio Fernandez.  

O retábulo principal fora criado em 1595 por Adrian Alvarez. Havia também uma capela chamada La Capilla de la Buena Muerte, que era um excelente exemplo do barroco. A maioria das esculturas foram criadas por Pedro de la Sierra, exceto a do Cristo, um trabalho de Fernandez. O Ecce Homo nesta capela fora obra de Alonso de Mena, de Granada.

Igreja de São Paulo – Praça de São Paulo, 4 –

Seu fundador poderia voltar aos tempos da esposa de Alfonso X - o Sábio, através de uma doação e concessão de terras. Até que em 1286 Dona María de Molina esposa do Rei Sancho IV continuara a obra da igreja, favorecendo os Frades que pertenciam ao antigo Convento da Ordem dos Dominicanos. Era templo de um único navio com capelas abertas nos contrafortes, coro e um cruzeiro com duas coberturas em pedra; uma dava acesso à capela do Crucifixo à esquerda, e à direita, a porta da capela funerária de Alonso de Burgos. A abside principal era coberta por abóbadas góticas de transepto, abóbadas apoiadas em mísulas renascentistas.

Sua fachada monumental era um trabalho belo e delicado que parecia uma filigrana de rendas e brasões de armas do Reis católicos. Fora obra de Simón de Colonia, com seu trabalho finalizado em 1500. Enfatizavam a roseta central com várias gárgulas, um belo relevo entre uma arcada reproduzia a cena da Coroação da Virgem na presença dos santos. Acima deles, os inquilinos anjos com escudos do Duque de Lerma. Seu interior era largo e austero em cuja capela principal estava sepultado Francisco de Sandoval e Rojas, o primeiro Duque de Lerma.

Igreja do Mosteiro Real de São Benito –  Calle São Benito, 3 -

Pertencia à Ordem Beneditina, era um bonito prédio todo em pedra e com uma espaçosa igreja. Sua construção remontava ao período medieval e era uma das mais antigas da cidade. Sua fachada imponente, com duas torres simétricas de pedra branca, era espetacular em dias de grande luminosidade.

 

Igreja Oratório de San Felipe Neri – Calle de São Felipe, 1 -

Era uma Igreja muito bonita e com boas peças de arte sacra que valia conhecer. Os vários altares em madeira dourada, eram maravilhosos.

Igreja de São Tiago – Calle Átrio de São Tiago, 2 –

Era uma bonita igreja, com um misto de vários estilos de arquitetura ao ponto que de um dos lados, nem parecia ser uma igreja. Por dentro era bem simples mas muito bonita, com uma decoração que merecia ser apreciada.

Igreja de Maria Rainha da Paz – Praça de Espanha, 12 –

O interior fora bem concebido e parecia algo novo com formas e elementos antigos. Estava integrada num prédio moderno e ficava muito interessante numa cidade repleta de outros templos mais antigos.

Igreja de São Lourenço – Calle de Pedro Nino, 2 -

Era uma Igreja ampla e muito bonita que externamente até se confundia com os prédios circundantes. No seu interior encontrava-se a história de Jesus em figuras, já com um tamanho apreciável e muito bonito.

Igreja de Santa Maria – a antigua – Praça de Portugalete -

Fundada pelo Conde Ansúrez no século XI, era um templo que se destacava pela elegância e beleza e era um dos símbolos mais conhecidos da cidade. Antigua tinha sofrido muitas mudanças ao longo dos anos, o que só lhe trouxeram maior charme. Ele preservava torre do século XIII e varanda românica. A igreja atual, de estilo gótico, substituía a antiga igreja no século XIV. A última restauração fora realizado 1900-1952 para apresentar sua aparência atual.

Igreja de Santa Maria Madalena – Calle Colon, 20 –

Fora fundada por Dom Pedro de Lagasca, braço direito de Carlos V. Erguia-se sobre os restos de uma capela construída por volta de 1158, no arco de uma porta de acesso a Valladolid era conhecida como Igreja de María de Molina. Era um prédio gótico-renascentista do século XVI, construído em pedra e tijolo, seguindo projeto de Rodrigo Gil de Hontañón. Seu piso tinha uma cruz latina, nave de cinco tramos, abside retangular e transepto marcado no solo.

Igreja de São Benito – o Real -

Era um testemunho da rica herança religiosa, arquitetônica e cultural de Espanha. Fundada no final do século XIV sob o patrocínio do Rei João I de Castela, este histórico Mosteiro Beneditino evoluíra ao longo dos séculos, refletindo a transição do estilo gótico tardio para os estilos renascentista e herreriano. Com a sua impressionante construção em pedra, as suas características abobadadas nervuradas em forma de estrela e a monumental fachada de Rodrigo Gil de Hontañón, oferecia aos visitantes um vislumbre do legado espiritual e artístico da cidade.

Igreja de São Martin – Calle de São Martin, 10 –

Da estrutura original, apenas a torre do século XIII, emulando a original, fora preservada. A atual igreja fora construída em 1621 por Francisco de Praves. O nicho continha uma escultura de São Martín, de autoria de António Tomé. Continha a fonte onde fora batizado o poeta Valladolid José Zorrilla. A sacristia abrigava uma escultura de São Martín compartilhando sua capa com um mendigo, feita por Gregorio Fernández, e o baixo-relevo da Pieta, de Juan de Juni, ambos instalados no Museu Diocesano. Era mais uma das muitas igrejas da cidade e onde o destaque era o belo trabalho de madeira do altar e a Pia Batismal.

Igreja de São Nicolas – Praça Trindade, 2 –

A primeira igreja fora fundada pelo Conde Ansúrez, estava situada nas proximidades da Ponte Maior, e era de estilo românico. Este templo desapareceu na segunda metade do século XVI e fora reconstruído por Dona María Sanz de Salcedo, entre os anos 1584 e 1595, fundando-se ao mesmo tempo um Mosteiro de Freiras Agostinianas. Durante a Guerra da Independência, tanto a igreja quanto o Mosteiro foram desmantelados e destruídos, e em 1841 a paróquia fora transferida para a igreja que os frades Trinitários Descalços tinham na Praça da Trindade desde 1670 e que haviam reconstruído entre os anos 1732 e 1750, seguindo os traços do Frei José da Santíssima Trindade, arquiteto da Ordem.

Igreja do Santíssimo Salvador – Calle Galera –

Abrigava uma grande quantidade de obras de arte religiosa, como altares, esculturas e pinturas que datavam de diferentes épocas. A nave principal estava decorada com detalhes dourados e esculturas de santos, criando um ambiente solene e majestoso que convidava à reflexão e à contemplação.

Igreja Penitencial da Vera Cruz – Calle Escura, 8 –

Não sendo uma das grandes igrejas da cidade, era também muito bonita, situada num recanto encaixada entre casas. Sua decoração interna era digna de ser apreciada.

 

Jardím dos Pavões Reais – Praça Zorrilla

O parque urbano por excelência, o Campo Grande, com seus 11 hectares, convidava a passear e relaxar. Em 1877, por iniciativa do Prefeito Miguel Íscar, este histórico jardim romântico fora preparado como um lugar para passear e desfrutar de sua flora e fauna, com mais de 90 espécies de árvores e arbustos e jardins que abrigavam mais de 30 espécies de aves. Os Pavões-reais circulavam à vontade entre árvores, fontes e canteiros.

 

Mercado do Val

Era o Mercado mais antigo da cidade e sua construção fora realizada entre os anos de 1878 e 1882. Sob sua estrutura de ferro do século XIX, continuava funcionando como Mercado e era possível degustar um bom vinho e as deliciosas iguarias da região. Desde antigamente, essa área estava repleta de tabernas para alimentar os visitantes e comerciantes. Saindo pela porta oposta à entrada principal, acessava-se uma bonita praça com referências como a Igreja de São Bento.

Monastério das Greves Reais – Calle Huelgas, 19 –

Era um prédio de estilo clássico, do século XVII que abrigava importantes obras de arte de Gregorio Fernández, Juan de Juni, e vários outros. A igreja tinha uma única nave, abóbada de berço e uma cúpula rebaixada sobre o Cruzeiro. O retábulo maior era obra de Francisco Velázquez e tinha várias esculturas e relevos de Gregorio Fernández. Tinha capelas laterais, cujas grades eram obra de Juan del Barco. Fora fundada pela Rainha Dona María de Molina, de cujo palácio se conservam alguns restos e era o único vestígio de arquitetura mudéjar da cidade. Atualmente era o Convento das religiosas de clausura da Ordem Cisterciense de San Quirce. Abria das 10.00 às 15.00h menos nas segunda-feira.

Monasterio de São Benito -  o Real

O Monastério e a Igreja de São Bento, o Real, da Ordem Beneditina, era outro dos mais antigos da cidade. Erguia-se sobre o terreno do antigo Alcazarejo e da muralha medieval. A nova igreja começara a ser reconstruída em 1499. Em um dos pátios localizava-se o atual Museu de Arte Contemporânea Espanhola Patio Herreriano. Após a desamortização de Mendizábal, em 1835, o Mosteiro fora transformado em Forte e Quartel, sendo fechada ao culto a igreja que fora despojada de suas obras de arte. Ainda conservava uma cadeiraria e grande parte do retábulo-mor no Museu Nacional Colégio de São Gregório.

Monastério de Santa Maria de Palazuelos –

Era um Mosteiro medieval que caíra em decadência no século XIX, quando a terra da Igreja fora expropriada. Por mais de um século o Mosteiro permanecera em ruínas. Graças a diversas iniciativas, atualmente o templo românico já poderia ser visitado novamente.

Monastério São Augustin dos Augustinos Filipinos – Passeio Filipinos, 7 -

Era o Mosteiro dessa Ordem religiosa, com uma fachada muito simples apesar de seu tamanho. Por dentro apenas se poderia visitar o claustro e alguns corredores, que apresentavam obras de arte. Abrigava o Museu Oriental.

Mosteiro de São Benedito –

Fora o mais importante dos Ordem Beneditina. Suas grandes dimensões expressavam o poder e a influência que já tivera. O pórtico que ocupava a fachada principal, através do qual se acessava ao interior da igreja, era muito interessante. Os dois corpos superiores foram demolidos porque ameaçavam desabar. Anexo à igreja encontrava-se o Mosteiro que se organizava em torno três Claustros; um deles era conhecido como Pátio Herreriano, que agora hospedava o Museu Espanhol de Arte Contemporânea.

 

Museu Arellano Alonso de Arte Africana – Praça de Santa Cruz, 8 –

As coleções de arte subsaariana estavam distribuídas em três salas no Palácio de Santa Cruz. O Salão de Reitores acolhia a coleção de moedas africanas tradicionais, derivadas de objetos úteis que perderam sua funcionalidade e se tornaram meio de pagamento até meados do século XX. Na Sala Renascimento era exposta a maior parte dos fundos de escultura em terracota. Este conjunto era considerado a coleção pública mais relevante da Europa, tanto pelo número de peças quanto pelas culturas representadas, as mais relevantes que trabalharam o barro cozido do século V a.C. até a atualidade.

 

A visita se completava na Sala de São Ambrósio, localizada no entrepiso, onde era exibida a coleção Reino de Oku, que mostrava, entre outras peças, regalias e máscaras das sociedades secretas deste Reino tradicional, localizado no noroeste de Camarões. Na galeria superior desta mesma sala, se poderia contemplar objetos etnográficos de diferentes culturas.

 

Museu Casa de José Zorrilla -  Calle Fray Luis de Granada, 1 -

O livro, a leitura, a literatura, a poesia e o teatro tinham na Casa de Zorrilla um lugar de encontro e convergência. Além da atividade museológica, a Casa se tornara anfitriã de recitais, leituras, oficinas, conferências, apresentações, shows, teatro, etc.; tanto na acolhedora Sala Narciso Alonso Cortés, quanto em seu esplêndido jardim. José Zorrilla, o imortal autor de Dom Juan Tenório, nascera nesta casa em 21 de fevereiro de 1817 e passara nela sua infância e retornara em 1866. A Prefeitura de Valladolid adquirira o imóvel em 1917 para transformá-lo em Casa museu, onde receberam os objetos do poeta doados, entre outros, por sua viúva. Poderia ser visitada, de forma guiada e gratuita, durante todo o ano; de terça a sábado, das 10.00 às 14.00h e das 17.00 às 20.00h; domingos e feriados, apenas pela manhã. A visita durava cerca de 30 minutos e ocorria a cada 45 minutos.

Museu Nacional de Escultura - Calle Cadenas de São Gregório -

Era considerado um dos melhores da Europa na sua área, e certamente o melhor pela coleção de obras em madeira policromada. Localizado ao lado da Praça São Paulo, abrigava trabalhos dos artistas mais destacados, como Pedro Berruguete, João de Juni, Gregory Fernandez e tantos outros. Ao todo haviam mais de 3.000 obras dos séculos XIII a XVIII, bem como belos exemplares dos séculos XIX e XX. As obras apresentadas eram excepcionais, mas o prédio que as albergava não ficava atrás em importância. Este era o Colégio São Gregório, que apresentava uma das mais belas fachadas de todos os prédios da cidade. Esta era apenas a sede principal do museu, já que parte de seu acervo estava instalado no Palácio do Conde Gondomar, conhecido como Casa do Sol e o Palácio de Villena.

 

Museu Oriental -

Ficava ao lado de Campo Grande,  no Colégio Real dos Padres Agostinianos. Era um enorme prédio localizado no Caminhada filipina, que definia uma das laterais do parque. Os Agostinianos tiveram grande presença nas Filipinas desde o momento da conquista, e os Missionários que se destinavam àquele arquipélago estudaram nesta escola de Valladolid. Para que pudessem conhecer as diferentes culturas que iriam encontrar no extremo oriental da Ásia, começaram a acumular nos seus quartos objetos de valor etnográfico, mapas, obras de arte e todo o tipo de documentação que servisse para a sua preparação.

 

Palácio de Santa Cruz

Fora primeira construção renascentista na Espanha, mandado construir pelo Cardeal Mendoza, o primeiro divulgador desta forma artística na Península Ibérica. O destaque era a capa plateresca, influenciada pela arquitetura italiana da época. Embora o prédio seja fundamentalmente renascentista, apresentava alguns traços góticos, o estilo com que começara a ser construído. O interior merecia uma visita, com um pátio que era um dos melhores exemplos de Estilo renascentista. De um lado estava o Biblioteca histórica, um impressionante conjunto de obras que ia do século XV ao século XIX, destacando também o mobiliário barroco. Abrigava o Museu Arellano Alonso de Arte Africana, que mostrava uma grande coleção de peças de diferentes países da África Subsaariana.

Palácio de Villena – Cadenas de São Gregorio –

Pertencera a vários donos, no século XVIII fora propriedade da esposa do Marquês de Villena e, depois, dos Duques de Pastrana, Infantado e Marqueses de Pombo e Alonso Pesquera. Atualmente era um prédio anexo ao Museu Nacional de Escultura, abrigando o Presépio Napolitano. O exterior apresentava o Zócalo, os cantos e o corpo central esculpidos em cantaria e um grande arco de entrada com grandes dovelas ( blocos de pedras ). Os torreões laterais eram obra do século XIX. O interior se organizava em torno de um pátio, com dois andares de arcaria em três de seus lados, com arcos de meio ponto apoiados em colunas com capitel de ordem jônica. A escada apresentava três lances e estava coberta com um artesanato primitivo.

Palácio Pimentel

Correspondia à igreja onde foram coroados os Reis de Castela, em 1506, Dona Joana I, filha dos Reis católicos - depois mal chamada de Joana - a Louca - e seu esposo Felipe, o Belo. Ela vivera 46 anos confinada em um palácio em Tordesilhas, perto de Valladolid. O prédio servia atualmente como sede da Deputação Provincial de Valladolid. Aqui nascera Felipe II em 1527. A entrada era gratuita para ver os belos azulejos do vestíbulo e do pátio interno.

Palácio Real –

Era o local aonde nascera o Rei Filipe IV, era muito bonito e guardava vários motivos de interesse. No seu interior podemos visitar uma exposição militar que mostrava a evolução militar ao longo dos tempos. De entrada gratuita, mas sujeita a identificação pessoal, situava-se em frente à Igreja de São Paulo, o ex-libris da cidade. No interior podia-se apreciar uma exposição de artigos militares de Espanha, dos mais antigos aos mais recentes.

Parque as Moreras –

No início de 1700, era um movimentado centro ribeirinho conhecido como El Espolón Nuevo. Hoje, este parque histórico oferecia belos passeios ribeirinhos, onde as antigas paredes de pedra abraçavam vegetações exuberantes, misturando passado e presente. Estendendo-se ao longo do Rio Pisuerga, o parque era um favorito entre os moradores e visitantes. Ao lado do parque Rosaleda Francisco Sabadell, convidava a explorar o coração dos espaços verdes de Valladolid.

Praça da Trindade –

Além de ser uma praça muito visitada, acolhia o Palácio dos Condes de Benavente que abrigava a Biblioteca Municipal, a Igreja de São Nicolas de Bari e o Convento de São Quirce.

Praça de São Paulo

Considerando que a Plaza Mayor era o centro da vida popular da cidade, a de São Paulo era o eixo da vida cortês. Aqui estava o Palácio Real, residência dos Monarcas ao longo dos séculos, quando passaram por Valladolid, e local onde nascera Philip IV. Do outro lado da praça aparecia o Palácio Pimentel onde Felipe II nascera e destacava a curiosa janela plateresca na esquina, o que dava um aspecto curioso às suas fachadas. O prédio mais interessante da praça era o Igreja de São Paulo, com uma das mais belas fachadas de toda a Península. Era como um retábulo de pedra que fora concluído em diferentes épocas e onde existiam muitos detalhes que remetiam à história, à política e à religião.

Praça Mayor 

Era o coração da cidade, que teria servido de inspiração para a construção das praças de Madrid e Salamanca. Datava do século XVI e servia para a realização de eventos civis e religiosos. Após o incêndio de 1561, houvera sua reconstrução por ordem de Filipe II, que nascera em Valladolid e, em 1559, decidira transferir a sede da Corte, tornando Madrid a primeira capital permanente da Monarquia espanhola. Havia uma estátua de bronze dedicada ao Conde Ansúrez, primeiro Senhor da Vila, no século XII, que fora sepultado na Catedral. A Casa Consistorial de Valladolid, situada no flanco norte da Plaza Mayor era a sede da Prefeitura e o prédio datava do início do século XX. Nos pórticos que cercavam a praça havia bares para tapas e restaurantes.

 

Praça Zorrilla

O século XIX trouxera consigo o desenvolvimento e a consolidação da burguesia como classe social dominante. O processo de industrialização de Valladolid provocara uma expansão urbanística impulsionada em torno do eixo do Campo Grande. Com seus arredores, era a área mais cara da cidade. Guardando uma estátua de bronze do poeta José Zorrilla e um dos prédios mais bonitos, a Academia de Cavalaria. Em frente a ele encontrava-se a grande placa Valladolid, um dos elementos da moda na maioria das capitais europeias.

Praia das Moreras –

Era uma boa e extensa praia fluvial, cortesia do Rio Pisuerga. Era uma praia de areia urbana super completa, com zona desportiva, bar e todas as condições para banhos de sol e piqueniques debaixo das sombras do amplo Parque de las Moreras. Aqui  ficava o embarcadero, de onde saiam os passeios de barcos à vapor pelo Rio Pisuerga.

Real Monasterio de São Quirce e Santa Julita – Praça da Trindade, 2 –

Era maravilhoso em sua simplicidade, mas também na exuberância de sua coleção de arte sacra em exposição. O prédio era muito simples e sem grandes motivos arquitetônicos.

Santuário Nacional da Grande Promessa – Calle de Alonso Pesquera, 10 –

Era uma igreja barroca, cuja fachada se dividia em duas seções verticais e era coroada por um frontão triangular, adornado com elementos heráldicos. No interior, o espaço se desenvolvia com elementos eclesiásticos tradicionais que incluíam fileiras de bancos, um altar elaborado e abóbadas de canhão características da arquitetura sagrada barroca. O prédio originara-se no início do século XVII como uma igreja pública servindo o Colégio Jesuíta de Santo Ambrósio, projetado pelo arquiteto Francisco de Praves com sua forma barroca. Abria diariamente das 8.00 às 21.00h.

Simancas

A pequena Vila medieval de Simancas abrigava uma das maiores joias da Espanha: o Arquivo Geral de Simancas, o primeiro Arquivo Oficial da Coroa de Castela, fundado em 1540 por Carlos I e instalado no Castelo dos Enríquez, um palácio fortificado gótico datado do século XV. Era uma das visitas obrigatórias num roteiro pela Província de Valladolid. Além do castelo, a Igreja do Salvador, do século XV, gótica com torre românica, a Plaza Mayor com o Ayuntamiento, e a ponte medieval de 17 arcos, sobre o Rio Pisuerga mereciam a visita.

 

Torre da Catedral 

O arquiteto favorito de Felipe II, Juan de Herrera, autor de El Escorial, entre outros notáveis monumentos, era considerado um dos maiores representantes da arquitetura do Renascimento espanhol. Juan de Herrera concebera para a Catedral de Nossa Senhora da Assunção de Valladolid a construção de quatro torres, uma em cada esquina da obra. No início de 1700, erguera-se a do oeste, que logo começara a apresentar problemas de estrutura, sendo gravemente danificada em 1755, quando ocorrera o terremoto de Lisboa que chegara até Valladolid.

A torre resistira após múltiplos reparos, até 1841, ano em que desabara e nunca mais fora reconstruída. A torre atual, que fora construída no século XIX, com sinos e relógio, elementos essenciais para a sociedade da época. A escultura em questão mede oito metros de altura, era oca e de concreto armado com uma espessura de dez centímetros, elevada sobre um pedestal de um metro e meio de altura. O Mirante ficava a 70 metros de altura e para chegar até ele havia dois elevadores e um pequeno trecho de escadas.

VALLADOLID 3.jpg
VALLADOLID 4.jpg
bottom of page