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PARMA - a terra do Parmigiano - Reggiano - Itália


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A história de Parma remontava aos tempos Paleolítico Inferior, com sucessivos testemunhos da Idade do Bronze. Fundada em 183 a.C. pelos romanos, fora um ponto de referência para a planície circundante graças à Via Emília, que favorecera o desenvolvimento da criação de ovinos e da agricultura. Conquistada pelos lombardos, tornara-se sede de um Ducado e nascera o segmento de Parma da Via Francigena. A cidade vira um surgimento de castelos e hospitais para o acolhimento de muitos peregrinos e viajantes. Gradativamente, os Bispos ganharam poder temporal, mas Parma interviera no conflito sobre as investiduras, com dois antipapas, Honório II e Clemente III.
 

Após a derrota do Imperador Frederico II, Parma fora conquistada pelos Visconti e depois pelos Sforza, que a governaram com a ajuda das grandes famílias nobres, mas acabara por passar para os franceses e para a Igreja. O Papa Paulo III, numa tentativa de criar um estado tampão entre o poder espanhol na Lombardia e o Estado da Igreja, atribuíra o Ducado de Parma e Placência ao seu filho Pier Luigi Farnese, seguido pelo seu segundo filho Ottavio Farnese. Os Farnese fizeram de Parma uma grande capital, rica em arte e monumentos maravilhosos.
 

O Ducado passara várias vezes pelas mãos dos Bourbons e Filipe fundara a Dinastia Bourbon-Parma, ajudando a tornar a cidade um centro cultural na Europa. Um exemplo era a Biblioteca Palatina, encomendada pelos Duques Filipe e Fernando de Bourbon. O Congresso de Viena atribuíra o Ducado a Maria Luísa, da Áustria, segunda esposa de Napoleão Bonaparte. A amada soberana seguira uma política de Estado absoluto com ministros de origem estrangeira, protegendo assim a cidade das primeiras revoltas do Risorgimento, mas após sua morte o Ducado voltara para os Bourbons. O plebiscito de 1860 decidira sua anexação ao Piemonte e, portanto, ao Reino de Itália.
 

Referências históricas e turísticas
 

Basílica de Santa Maria da Steccata - Estrada Giuseppe Garibaldi, 5 -
Essa igreja renascentista era o local de descanso final dos membros influentes da família Farnese e dos Duques de Bourbon. Apresentava decorações detalhadas tanto no interior quanto na parte externa. Era reconhecida pelos afrescos de Parmigianino, pintados ao longo de sete anos. Observe o belo design da igreja, as decorações coloridas e a fachada elegante. Para uma visita mais tranquila, chegue no início da manhã, antes das 9.00h, ou no final da tarde, depois das 16.00h. O horário das visitas era das 7.30 às 12.00h e das 15.00 às 18.30h.
 

Battisterio – Piazza Duomo -

Construído ao lado da Catedral, era um magnífico exemplo de arquitetura românica. Sua construção tivera início em 1196 e fora concluída no século XIII. O projeto era de Benedetto Antelami, escultor e arquiteto ativo na região, cuja influência poderia ser observada em diversos elementos do prédio. No seu interior encontrava-se a obra-prima suprema de Parma: a Assunção da Virgem, pintada por Correggio na cúpula entre1526 e1530, um vertiginoso turbilhão de figuras que pareciam abrir o teto em direção ao céu. Vasari chamara-lhe um ensopado de rãs, mas hoje era reconhecida como uma das maiores realizações da pintura renascentista.
 

Feito em mármore rosa, de Verona, o Batistério tinha planta octogonal, um formato comum em estruturas desse tipo durante a Idade Média, simbolizando a transição entre o mundo terreno e o espiritual. O espaço interior era decorado com afrescos e relevos que representavam episódios do Antigo e do Novo Testamento, além de cenas do Juízo Final. No centro, encontrava-se a pia batismal.
 

Biblioteca Palatina –  Piazza da Pilota, 3 -

Era uma das instituições mais importantes da cidade, dado a presença de numerosas coleções antigas, tanto manuscritas como impressas. Uma delas era de particular importância e era o fundo judaico De Rossi. A Biblioteca privilegiava uma perspectiva histórico-humanística, recolhendo e preservando tanto a produção editorial italiana como a edição local, através da obrigação de depósito de material impresso. A inauguração da biblioteca remontava a maio de 1769, na sequência de uma intenção política de dotar o Ducado de uma biblioteca de utilidade pública, em consonância com o projeto cultural, concebido pelo Primeiro-ministro Guillaume Du Tillot. A visita ao museu também incluía uma passada pela Galeria Petitot.
 

Camera de São Paulo e da Abadessa – Estrada Macedonio Melloni, 3 -

Escondida no interior do antigo Convento Beneditino de São Paulo, era  um dos segredos mais bem guardados de Parma. Em 1519, Correggio pintara à fresco esta sala privada da Abadessa Giovanna, de Piacenza, com um ciclo mitológico de extraordinária beleza: uma pérgula ilusionística que se abria para um céu pintado, com putti brincalhões e referências à deusa Diana. A obra era considerada um dos destaques da pintura emiliana do Renascimento, e a sua intimidade — uma sala de dimensões reduzidas, afastada do fluxo turístico — tornava-a ainda mais evocativa. Abrigava também a Cela de Santa Catarina. A entrada era paga e a visita durava cerca de 30 minutos, mas era uma experiência marcante.

 

Canais

A área central era circundada por um grande canal, que poderia ser observado de diferentes pontos, além dos canais que saiam da cidade, como o que a ligava com os de Veneza.

 

Casa da Música – Piazzale São Francisco, 1 -

Dispunha de salas que poderiam ser utilizadas para diversas funções, desde a produção musical à organização de conferências/reuniões, passando pela preparação de exposições e projeções cinematográficas. Localizada no centro histórico, dentro do recentemente renovado Palazzo Cusani, em estilo renascentista, a Casa della Musica abrigava um museu multimídia e se propunha como um ponto de referência no cenário cultural da cidade para pesquisa e documentação musical.

Castelo de Torrechiara – Estrada do Castelo -

Era um castelo que ficava a cerca de 30 minutos do centro da cidade. Era um belo exemplo de fortificação medieval, sendo possível conhecer as torres e os salões internos, que ofereciam vistas e narrativas históricas. A área ao redor tinha trilhas e lindos campos, tornando o passeio uma experiência agradável e interessante.


Catedral

Conhecida também como Duomo de Parma, era uma igreja de origem medieval localizada no centro histórico da cidade. Sua construção começara no século XI e apresentava elementos do estilo românico, com algumas modificações posteriores. O interior abrigava obras de grande relevância histórica, como os afrescos da cúpula pintados por Correggio, que retratavam a Assunção da Virgem. A fachada principal era em pedra e tinha colunas e arcos característicos da arquitetura da época. Traga binóculos ou uma câmera com recursos de Zoom para melhor apreciar os detalhes do afresco no teto. O pequeno espelho no altar proporcionava apenas uma visão limitada. Abria à visitação de segunda a domingo, das 7.45 às 19.20h.


Galeria Nacional – Piazza da Pilota, 5 -

Instalada no Palazzo da Pilotta, era um dos principais museus de arte da cidade. Fundada no século XVIII, a galeria reunia um vasto acervo de obras que abrangiam diversos períodos, desde a Idade Média até o século XIX. Entre as obras mais importantes estavam as pinturas de artistas renomados como Correggio, Parmigianino e Leonardo da Vinci, além de várias esculturas e afrescos. 
 

O espaço também exibia peças de artistas como El Greco, Canaletto e Guercino, refletindo a riqueza artística e cultural de Parma e suas influências ao longo dos séculos. O museu estava organizado em várias salas, cada uma dedicada a diferentes períodos e estilos artísticos. Além das coleções permanentes, frequentemente recebia exposições temporárias, o que atraia ainda mais visitantes e estudiosos da arte.

Igreja de São João Evangelista – Piazzale São Giovanni -

Ao visita-la poderá ver os afrescos e detalhes da arquitetura que marcaram a evolução artística de Parma. O local estava aberto ao público e oferecia uma experiência tranquila para quem buscava momentos de reflexão. A igreja fazia parte de um Complexo Monástico que incluia uma biblioteca e outros espaços abertos à visitação.


Labirinto de Mason – Estrada Masone,. 121 –

Situado apenas 25 minutos de carro do centro, era o maior labirinto de bambu do mundo. Com uma área de sete hectares, consistia em 200.000 plantas de bambu, que formavam caminhos que conduziam a uma capela piramidal. O local também incluía museus neoclássicos com uma coleção de arte diversificada. Se possível utilize um chapéu de sol ou sombrinha, pois as plantas de bambu ofereciam sombra, mas não a proteção. Abria de segunda-feira e quarta-feira a domingo, das 10.30 às 19.00h. Fechado às terças-feiras.

Museu Bodoni –

Era o museu da impressão mais antigo da Itália. Fora inaugurado em 1963, coincidindo com o 150º aniversário da morte de Giambattista Bodoni, o tipógrafo piemontês que fizera de Parma a capital mundial da imprensa, a partir da segunda metade do século XVIII. Instalado no Palazzo della Pilotta, nas dependências da Biblioteca Palatina, seu acervo era composto por milhares de volumes, uma rica correspondência e diversas ferramentas tipográficas da tipografia de Bodoni.

 

Museu Glauco Lombardi – Estrada Giuseppe Garibaldi, 15 -

Aqui se poderia conhecer mais sobre a vida de Maria Luísa, da Áustria, que governara a cidade no século XIX. O museu apresenta objetos pessoais, documentos e obras de arte que narravam a história dessa figura histórica. Ao explorar o espaço, encontrará uma coleção organizada em ordem cronológica, possibilitando compreender os eventos importantes durante o período em que ela estivera na cidade. Era uma visita que combinava cultura e história.
 

Palácio da Pilotta  - Piazza da Pilotta, 5 -

Era um Complexo histórico localizado no centro de Parma, entre o Piazzale da Pace e o Rio Parma que abrigava museus, um teatro e uma biblioteca. Em seu interior encontravam-se a Galleria Nazionale, com obras de Correggio, Parmigianino, Leonardo da Vinci, Canaletto e outros mestres, o Museu Arqueológico e a Biblioteca Palatina. A joia da Pilotta era o Teatro Farnese, um teatro inteiramente em madeira construído em 1618 segundo o modelo do Teatro Olímpico, de Vicenza. Sua construção tivera início por volta de 1583, durante o governo do Duque Ottavio Farnese, com o objetivo de abrigar serviços administrativos e culturais da Corte. O nome Pilotta derivava do jogo de pelota, praticado por soldados espanhóis no pátio do Guazzatoio.
 

Destruído durante os bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial e fielmente reconstruído, era considerado um dos espaços teatrais mais espetaculares da Europa. A sua grandiosidade surpreendia o visitante, podendo acolher até 3.000 espetadores e a plateia podia ser inundada para simular batalhas navais. O prédio desenvolvera-se em torno de três pátios: o Cortile della Pilotta, o Cortile del Guazzatoio e o Cortile della Racchetta. Originalmente, o Complexo incluía estábulos, residências para funcionários, salas de serviço e uma grande sala que posteriormente fora transformada no Teatro Farnese. A reconstrução e restauração ocorreram nas décadas seguintes, incluindo a requalificação do Piazzale da Pace, entre 1986 e 2001, sob projeto do arquiteto suíço Mario Botta. Atualmente, abrigava importantes instituições culturais, como o Teatro Farnese, a Galleria Nazionale di Parma, o Museu Arqueológico Nacional, a Biblioteca Palatina e o Museu Bodoniano.
 

Palácio do Governador –

Instalado no coração do bairro histórico era um marco de autoridade elegante e de patrimônio cívico. Com vista para a Piazza Garibaldi, esta impressionante estrutura há muito que servia de símbolo de governança, poder e transformação na cidade. Com a sua grande fachada, a sua rica história e o seu papel cultural em evolução, o palácio não era apenas uma peça-chave da identidade arquitetônica da cidade, mas também uma ligação viva ao seu passado político e ao seu presente artístico.
 

Tinha raízes que remontavam à Idade Média. Originalmente construído como residência do Governador da cidade durante os períodos de domínio direto de vários poderes - incluindo o Ducado de Parma e os Estados Papais - o palácio fora cenário de séculos de evolução cívica e política. Atualmente assumira uma nova identidade, como espaço cultural e artístico. Deixando de ser um centro de comando político, fora reimaginado como um local dedicado à comunidade.
 

Parque Ducal - Largo Luca Ganzi, 3 -

Era o maior parque da cidade apresentando jardins bem cuidados, esculturas decorativas e fontes animadas. Caminhe por caminhos arborizados e admire as esculturas de mármore criadas pelo escultor parisiense Jean-Baptiste Boudard. Aqui também poderá ver as ruínas preservadas do Palácio Jardim Ducal, do século XVII, que já fora o lar da influente família Farnese. Para visitar chegue ao pôr do sol para capturar a fachada cor de creme do Palácio sob a luz dourada. Abria de segunda a domingo, das 10.00 às 19.00h.
 

Piazza da Paz

Abrigando um notável conjunto de prédios públicos, fora recentemente redesenhada por um dos arquitetos mais renomados da Europa, Mario Botta, tornando-se um ponto de encontro para jovens. A grande sensibilidade de Botta para com o ambiente que abrigava suas criações arquitetônicas possibilitara a integração de elementos contraditórios, combinando o imponente Palácio Pilotta, a oeste, com um prado, árvores altas e uma fonte nos locais bombardeados durante a Guerra. Ao norte da praça, erguia-se o Palácio da Intendência, projetado por Ennemond Petitot, arquiteto da Corte de Maria Luísa. Aqui também se encontravam o Monumento aos Partisanos, de Marino Mazzacurati, e o Monumento a Giuseppe Verdi, obra de Ximenes.
 

Piazza Garibaldi

Fora projetada desde a Idade Média para ser o centro do poder político. Os prédios ao redor incluíam a Prefeitura e o Palácio do Governador. Hoje em dia, era um dos locais mais movimentados da cidade, um ponto de encontro com Cafés, bares e lojas elegantes. Era o coração da vida urbana, na junção das principais ruas.


Piazza Ghiaia

Localizada ao longo do Rio Parma, abrigava mercados semanais repletos de barracas que vendiam especialidades locais como Prosciutto di Parma, Parmigiano Reggiano e a torta fritta. A praça era cercada por Cafés e ficava perto de muitos dos principais locais históricos da cidade, o que a tornava o lugar perfeito para relaxar com uma taça de Lambrusco e saborear antipasti autênticos. Os Mercados eram mais animados entre 8.00 e 10.00h horas, quando as barracas estavam totalmente abastecidas com produtos frescos da época.

Prato della Valle

A bela praça elíptica era a mais fotografada. Entre as maiores praças da Europa, media 88.620m2 e era o resultado da principal intervenção urbana do século XVIII, o último período da República de Veneza. Em 1775-76, num clima iluminista, o Governador Andrea Memmo, decidira recuperar a área e criar um espaço moderno e imponente. Em redor do canal elíptico, existiam 78 estátuas de personagens ligadas a Pádua e à Universidade, enquanto no centro se encontrava o relvado da ilha Memmia. Os prédios que rodeavam a praça eram atravessados por arcadas baixas que acolhiam as mesas dos vários estabelecimentos. No final da Via Umberto I, se poderia visitar o singular Museu do Pré-Cinema, que exibia lanternas mágicas e outros dispositivos antigos para a visualização de imagens em movimento, antepassados do cinematógrafo dos irmãos Lumière. No lado oposto da praça, a Basílica de Santa Justina eram do século XVI, modernizada após várias reformas. Em seu interior, albergava um belo retábulo de Veronese, representando o Martírio de Santa Justina.

 

Teatro Farnese – Piazza da Pilota -

Localizado no primeiro andar do Palácio Pilotta, era um auditório de madeira do século XVII que refletia o estilo de vida luxuoso dos Duques Farnese. Fora construído no início do século XVII por encomenda do Duque Ranuccio I Farnese, com o objetivo de receber grandes eventos e visitas oficiais. Conheça sua história como um dos primeiros teatros de palco fixo, frequentemente usado para eventos reais, casamentos e celebrações. Assista à apresentação multimídia informativa que acontecia no palco a cada 20 minutos, explicando a história do teatro com legendas em inglês. Abria de terça a sábado das 8.30 às 19.00h. Aos domingos, das 13.00h às 19.00h.
 

Teatro Regio e Verdi – Estrada Giuseppe Verdi, 16-a

Parma era considerada uma das capitais mundiais da ópera. O Teatro Regio, inaugurado em 1829 com a ópera Zaira,  de Vincenzo Bellini, era famoso pelo seu público exigente e conhecedor — os loggionisti de Parma eram conhecidos pelas suas reações apaixonadas, tanto de entusiasmo como de desaprovação. A ligação a Giuseppe Verdi era profunda: o compositor nascera em 1813 em Roncole di Busseto, a apenas 35 km de Parma. Todos os outonos, o Festival Verdi levava à cena as suas óperas no Teatro Regio e no Teatro Farnese, atraindo turísta de todo o mundo. Para quem deseja aprofundar, uma excursão a Busseto — com a casa natal de Verdi e o pequeno Teatro Verdi — era uma experiência interessante.

 

Torre do Relógio –

O Palácio do Governador abrigava dois relógios de Sol, do século XIX de considerável interesse histórico e científico. Encomendados em 1829 pela Duquesa Maria Luigia, foram criados por Lorenzo Ferrari e Luigi Pazzoni. Na fachada do palácio, acima do nicho que abrigava a estátua da Virgem Coroada, havia um relógio de sol dividido em dois mostradores sobre postos: o mostrador superior indicava as horas das 6.00h às 12.00h; o mostrador inferior indicava as horas das 12.00h às 18.30h.


Ambos os mostradores eram equipados com gnômos e apresentavam numerais romanos para as horas e numerais arábicos para os minutos. Eles também exibiam os nomes de 14 cidades e duas localidades geográficas (Cabo da Boa Esperança e Pico de Tenerife). Quando a sombra de um gnômo cobria o símbolo ao lado do nome de uma dessas localidades, significava que era meio-dia solar naquele local. Abaixo do relógio de Sol, na mesma fachada, encontrava-se um relógio de Sol de tempo verdadeiro e médio. Este relógio de sol apresenta um gnômo em forma de sol dourado de 24 raios, gravado em uma placa de metal.

Universidade  -  Estrada da Universidade, 12 -

Criada no século XI abrigava 12 Faculdades e mais de 30 mil alunos. O visitante poderia conhecer o campus da Universidade de Parma, uma das mais antigas da Itália. O local contava com prédios históricos e áreas de estudo que eram referências interessantes para quem gostasse de arquitetura e história. Além do ambiente acadêmico, também poderá visitar museus e bibliotecas no âmbito da Universidade.

Gastronomia

 

Lugares interessantes e recomendados para visitar:

 

Caseificio São Pier Damiani

Estava localizado na região de São Próspero, nos arredores da cidade. Fundado em 1964, seguira os métodos tradicionais de produção do Parmigiano Reggiano, mantendo as normas do consórcio que regula esse tipo de queijo. Durante as visitas guiadas, era possível acompanhar todas as etapas da produção, desde a chegada do leite até a formação e maturação das peças. O passeio geralmente começa pela manhã, quando o processo estava em andamento, e incluía explicações sobre os cuidados com a matéria-prima, o uso das formas e a conservação em câmaras específicas.
 

Ao final, os visitantes participavam de uma degustação dos queijos produzidos no local. Havia também a opção de visita com aula de culinária, voltada para quem desejasse aprender receitas típicas que utilizavam o queijo Parmigiano Reggiano como ingrediente principal. As visitas precisam ser agendadas com antecedência e estão disponíveis em italiano e inglês.
 

Fábrica de Queijos São Pier Damiani -  Estrada Gazzano, 35-a

Fora fundada em 1964 por 17 pequenos e médios produtores de leite que, desde então, produziam o Parmigiano Reggiano seguindo regras rigorosas para garantir uma tradição de excelência, qualidade e segurança. Proporcionava uma visita guiada para conhecer o árduo e fascinante processo de produção do queijo. Diariamente, o leite era processado manualmente: o queijeiro supervisionava pessoalmente as delicadas etapas de produção, que poderiam ser observadas ao vivo durante a visita.
 

Salumificio Ziveri Claudio – Via Solari, 64 - 

Era um pequeno produtor familiar de prosciutto na cidade vizinha de Tortiano. Eles criavam o autêntico Prosciutto di Parma usando apenas carne de porco, sal marinho e métodos tradicionais de cura manual. Durante a visita, verá o cuidadoso processo de salga e envelhecimento em adegas históricas. Visitas de segunda a sábado, das 8.00 às 12.00h e das 14.00 às 19.00h. Fechava aos domingos.

 

Prosciutto e Parmigiano Reggiano

Como local de origem do prosciutto e do Parmigiano Reggiano, Parma era um dos principais destinos para viajantes que desejassem experimentar o melhor da culinária italiana. Essa cidade do norte poderia ser pequena, mas tinha um currículo culinário impressionante. Imagine massas artesanais, rodas de queijo curado e salames cheios de sabor. Parma era repleta de história e arte, mas a comida era definitivamente a atração principal.

 

Era conhecida por produzir algumas das carnes curadas de mais alta qualidade em todo o país. O Prosciutto di Parma era o padrão ouro dos prosciuttos italianos, com seu sabor de nozes proveniente da dieta dos porcos com soro de leite Parmigiano. O Salame di Felino, uma linguiça de porco curada aromatizada com pimenta-do-reino, alho e vinho branco, tinha origens que remontavam à época romana. Essas especiarias eram comumente servidas como aperitivos na maioria dos restaurantes de Parma. Eram fatiadas e consumidas com Lambrusco, um vinho produzido na região de Emília-Romagna. Eis alguns dos produtos destacados:
 

Anolini em Brodo

Esse era outro prato imperdível de uma massa pequena recheada com carne moída temperada, farinha de rosca e Parmigiano Reggiano. Tradicionalmente, era cozida em brodo in terza, um caldo substancioso feito de carne bovina, capão e carne de porco. Era normalmente servido como entrada logo após o antipasto, um pequeno aperitivo frio, seguido de um prato principal de carne e a sobremesa.
 

Culatello di Zibello DOP: era o mais nobre embutido italiano, curado nos nevoeiros da Bassa Parmense;
 

Lasagna al Parmigiana - Era a versão de Parma da clássica lasanha italiana. Entre as folhas de massa havia camadas de fatias de berinjela frita, molho de tomate caseiro, muçarela e manjericão fresco. Esta era uma das principais opções de comida para vegetarianos que visitavam Parma. Visite uma Trattoria ou Osteria, pequenos restaurantes de propriedade familiar, para encontrar a lasanha al parmigiana mais tradicional e caseira.

 

Punta de Petto ala Parmigiana

A vitela era uma carne comum na região de Parma, e o Punta di Petto alla Parmigiana era um delicioso prato principal de vitela. Era preparado com costeletas de vitela recheadas com cebola, aipo, manteiga, farinha de rosca, Parmigiano Reggiano e mais vitela. Em seguida, a carne era costurada e cozida em um caldo rico. Para ter a verdadeira experiência gastronômica italiana, coma sua punta di petto alla parmigiana lentamente, beba bastante vinho local e comemore com seus entes queridos e amigos.

 

Scarpetta de Sant Ilario

Consta que num dia frio e nevado do século IV, o Bispo Ilario passara por Parma com um par de sapatos gastos. Um sapateiro local gentilmente presenteara-o com um novo par de sapatos. No dia seguinte, os sapatos velhos de Ilario se transformaram em ouro, abençoando o sapateiro com uma pequena fortuna por sua bondade. Em homenagem a essa história, nasceram os biscoitos em forma de sapato Scarpetta de San Ilario, cobertos com glacê colorido. Era uma comida popular de rua durante o Natal em Parma ou em 13 de janeiro, quando os habitantes locais celebram o santo padroeiro da cidade, São Ilario.

 

Spalla cotta de San Secondo –

Era um delicioso embutido tradicional de Parma, produzido principalmente nas áreas ao redor de San Secondo, a cidade que lhe dava nome. O que caracterizava a Spalla Cotta era o corte particularmente fino da carne, obtido pela combinação dos músculos da paleta suína com a escápula e a copa.

 

Torta Duquesa

Dizia a lenda que a torta  fora criada para a Duquesa Marie Louise, de Parma, esposa de Napoleão Bonaparte, por um Chef da Corte. Com camadas de massa quebrada de avelã, creme rico e ganache de chocolate, era uma das melhores opções para quem gostasse de sobremesas. A maneira correta de apreciar a torta Duchessa era acompanhada com um café expresso bem quente.

 

Torta Fritta

Cada Chef, restaurante e família de Parma tinha sua própria versão da torta fritta, transmitida de geração em geração. Esse prato simples de massa frita com fermento, feita com farinha e azeite de oliva, era geralmente servido como lanche ou aperitivo. A torta frita poderia ser consumida sozinha ou com carnes curadas, queijos ou geleias. No verão, em Parma, era um prato popular para comer em um pátio ao ar livre sob o sol quente.

 

Tortelli d'Erbetta 
Era uma massa de tortellini recheada com ricota cremosa, ovos, noz-moscada, Parmigiano Reggiano e espinafre ou outra verdura semelhante. Após o cozimento, era coberta com manteiga e mais queijo parmesão ralado e servido como primo piato. O Tortelli d'Erbetta pode ser apreciado durante todo o ano, mas os habitantes locais o comiam tradicionalmente em 23 de junho na Festa de São Giovanni.

 

Tripa alla Parmiggiana

Constava que a classe trabalhadora de Parma apreciava tigelas de trippa alla parmigiana como uma refeição reconfortante no final do dia. Hoje, era um exemplo clássico da longa história culinária da cidade. Para prepará-la, a tripa era cozida lentamente em tiras finas e depois cozida em fogo brando com manteiga, molho de tomate, ervas frescas e o Parmigiano Reggiano. Peça um acompanhamento de pão crocante ou polenta para absorver os molhos extras do prato.

 

Tour pela vinícola produtora de Lambrusco

Uma alternativa diferente de passeio era fazer um tour privado para conhecer uma Vinícola produtora de Lambrusco. Durante a visita, aprenderia sobre o processo de produção do vinho, desde a colheita das uvas até o engarrafamento. O passeio incluía explicações sobre as técnicas utilizadas e a história local do vinho Lambrusco. Teria a oportunidade de participar de uma degustação, experimentando diferentes variedades diretamente na Vinícola. 

Onde dormir

Hilton Garden Inn - $$$$ - Corso Milano, 40 –

Os quartos com ar-condicionado, TV de HD, frigobar, mesinha auxiliar, banho com chuveiro e amenidades cortesia. Servia um ótimo café da manha em buffet tipo continental ou italiano. A equipe da Recepção atendia em italiano, espanhol e inglês. Tinha estacionamento.

 

Hotel Casa do Peregrino - $$$ - Via Melchiorre Cesarotti, 21 -

Era conhecido por seu ambiente familiar e pela proximidade de ótimos restaurantes e das principais atrações. Os quartos eram simples e muito limpos, dispondo de boas camas single ou doble, TV de HD,  ar condicionado, banho privativo com amenidades e secador de cabelos. Dispunha de estacionamento pago e privativo. O pessoal da Recepção atendia em italiano, espanhol, inglês, francês, alemão e esloveno. O restaurante Il Desco servia pratos da gastronomia italiana e atendia clientes não hóspedes.

Hotel Donatello - $$$ - Via Del Santo, 102 –

Estava localizado em frente à Basílica de Santo Antônio e próximo ao antigo Horto Botânico e Prato della Valle, uma das praças mais bonitas da Itália. Ficava a uma curta caminhada da Capela Scrovegni, com afrescos de Giotto, do histórico Café Pedrocchi e da Universidade. Dispunha de quartos confortáveis, dotados de ar condicionado, acesso ao Wi-Fi, TV de HD, bom banho de chuveiro e alguns com banheira e vista para a Basílica. Tinha um restaurante e servia um bom café da manhã. Tinha quartos para famílias e estacionamento privativo pago.

 

Hotel Galileo - $$$$ - Via Venezia, 30 -

Estava situado às margens do Rio Piovego, ao lado do Shopping Giotto seus quartos tinham ar condicionado, frigobar, Wi-Fi, camas large, TV de HD e bom banho de chuveiro. Dispunha de apartamentos completos instalados em prédio ao lado, oferecendo os mesmos serviços do hotel. Tinha o restaurante Venezia e o Café Galileo onde servia um buffet de café matinal. Tinha academia, estacionamento e quartos para famílias.

Hotel Giotto - $$$ - Piazzale Pontecorvo, 33 –

Estava instalado num prédio histórico, próximo da Basílica de Santo Antônio. Dispunha de ótimos quartos dotados de ar condicionado, frigobar, TV de HD, bom banho com chuveiro. Os hóspedes poderiam relaxar com hidro massagens no Spa e na sauna seca. Tinha três restaurantes onde serviam o café da manhã. Oferecia traslados e estacionamento.

 

Onde comer

 

Belle Parti – Via Belle Parti, 11 –

Era um belo e agradável ristoranti cujo cardápio era focado exclusivamente nos melhores pratos da culinária italiana. Para aqueles que quiserem ter uma noite mais romântica, era uma ótima alternativa, já que oferecia com um ambiente tranquilo e uma atmosfera bem envolvente. Abria diariamente das 12.30 às 14.00h e das 19.30 às 22.00h. menos nos domingos.

 

Caffè Pedrocchi - Via VIII Febbraio, 15 –

Inaugurado em 1772, era um importante ponto de encontro de intelectuais, estudantes, acadêmicos e políticos e um dos Cafés históricos mais famosos da Itália. Era um ponto de encontro que simbolizava a cidade, onde se poderia chegar a qualquer e apreciar seus deliciosos cafés, um espresso ou o exclusivo café Pedrocchi.

 

Enotavola Pino - Via dell’Arco, 37 -

Era especializado em frutos do mar, este excelente restaurante proporcionava um ambiente muito agradável e um espaço bastante acolhedor. Com ótimo custo benefício, oferecia um menu com ótimos pratos da gastronomia italiana e contava com uma variedade enorme de vinhos regionais e da Europa em geral.

 

Pizzeria Orsucci - Corso Vittorio Emanuele II, 18 -

As pizzas eram preparadas a pedido, em um plano de metal com azeite. Não era uma pizza tradicional, mas os sabores eram frescos e excelentes, com mais de 20 opções. Abria diariamente menos na quinta-feira, das 17.15 até às 24.00h. Aceitavam somente pagamento em cash.

Rispolina Pizza & Food - Via Buonarroti, 68-

Era um ambiente pequeno, clean e muito agradável. Conforme o próprio nome, além de ótimas pizzas servia também pratos típicos da culinária do país. Abria diariamente das 12.00 às 14.30h e das 18.00 às 22.30h menos na terça feira.

Voglia Di –Via Lorenzo Perosi, 41  -

A fachada do prédio não mostrava o que teria de bom em seu interior. Era uma joia escondida numa ruazinha lateral de Arcella. Oferecia um excelente buffet de saladas e várias opções da gastronomia italiana. Era bem recomendado para um jantar especial. Abria diariamente das 12.00 às 14.30h e das 19.00 até a 01.00h.  

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