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BORDEAUX - a terra dos bons vinhos - França


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A história da cidade remontava à época romana, quando era conhecida como Burdigala e fora um próspero e importante centro comercial do Império Romano. No século XII, passara a fazer parte do Império Angevino, que era governado pelos Reis ingleses. A reputação de Bordeaux como uma importante região produtora de vinhos, remontava ao século XVIII período em que a cidade começara a exportar seus famosos vinhos. Também desempenhara um importante papel no movimento iluminista, com vários filósofos e escritores da região contribuindo para o desenvolvimento intelectual da época.

No século XVIII, Thomas Jefferson, o terceiro Presidente dos Estados Unidos, era um conhecedor de vinhos e visitara a cidade, destacando o seu apreço por seus vinhos, realizando várias importações de vinhos de Bordeaux para os Estados Unidos. Constava que Napoleão Bonaparte, apesar de ter nascido na Córsega, o ex Imperador da França frequentara a Escola Militar de Bordeaux, no final do século XVIII.

Referências históricas e turísticas

Basílica de São Miguel – Praça Meynard -

Era conhecida por sua arquitetura diferenciada e servia como um marco religioso e cultural na cidade. A construção começara no século XIV e continuara ao longo de muitos séculos e seu estilo arquitetônico gótico fora influenciado por elementos de design gótico, francês e espanhol. Com uma torre de 114 metros de altura, era uma característica distintiva do horizonte da cidade. Era decorada com uma estátua do Arcanjo São Miguel no topo, e seu interior era impressionante, destacando elementos arquitetônicos góticos clássicos, várias capelas, cada uma contendo obras de arte religiosa e belos altares. A entrada era gratuita, mas para acessar o Observatório pagava-se 5 Euros.

Centro histórico

Circule pelo centro histórico numa visita guiada à pé, ideal para descobrir os principais pontos de referência da cidade e compreender melhor a sua história. Acompanhado por um guia profissional bilíngue, desfrutando de um passeio comentado, com explicações claras e estórias que tornam a visita bem agradável. O encontro seria no hall do Escritório de Turismo - Cours du 30 Juillet, 12. A visita começará no Monumento aos Girondinos, na Esplanada dos Quinconces, e seguirá em frente ao Grande Teatro. Ao longo do passeio, observe os mascarões (caras esculpidas), as varandas em ferro forjado e as inscrições gravadas na pedra, testemunhos da história da cidade. O passeio continuará pelo centro antigo, atravessará a a Praça da Bolsa e terminará nos Cais do Garonne.

 

Bairro de Saint-Michel

O Grosse Cloche era um enorme Campanário construído no século XV com uma finalidade bastante surpreendente: fora uma prisão juvenil. No topo da porta, havia uma figura de um leão dourado e de um Cata-vento que lembravam os tempos em que essas terras foram governadas pela Coroa britânica. Cruzando essa porta, chegava-se ao bairro de São Miguel, um dos mais animados da cidade. Nesta área, havia uma torre imponente que se destacava do resto da cidade. Trata-se do Campanário da igreja de São Miguel. Se sua altura de 1.140 metros não fosse suficiente para atrair todos os olhares, havia mais. Ele estava fisicamente separado da Basílica. Aqui encontrava-se o Mercado de Pulgas, e quem fizesse o free tour pela Velha Bordeaux e bairro de São Miguel, poderia visitar o Mercado dos Capuchinhos e os Jardins des Lumières.

 

Bassins des Lumières – O Maior Centro de Arte Digital do Mundo

Era cinco vezes maior que o Atelier des Lumières, em Paris, a antiga Base de Submarinos, uma relíquia sombria da Segunda Guerra Mundial, brilhava intensamente no Porto da Lua. Com quatro bacias de 110 metros de comprimento, 12.000 metros quadrados de superfície de projeção e 90 projetores de vídeo, era era conhecido como o maior centro de arte digital do mundo. Interativo, monumental e imersivo, o projeto, idealizado pela Culture Espace, era um enorme sucesso. Após 20 meses de trabalho, as paredes e bacias de concreto  refletiam algumas das melhores obras da história da arte e da criação contemporânea, em uma atmosfera surreal que certamente deixaria os visitantes sem palavras. Obras-primas mundiais saltavam das telas para projeções imersivas de 12 metros de altura por 22 de largura, acompanhadas por uma experiência sonora de alta qualidade. Aqui, os visitantes caminhavam sobre cores, observavam formas refletidas na água e navegavam entre sombras e luz ao som de uma narração.

 

Basílica de São Miguel

Sua complexa fachada era um dos marcos mais conhecidos da cidade. Levara mais de 200 anos para ser construída, do final do século XIV ao final do século XVI. O campanário independente, com suas decorações ornamentadas, também atraia muitos visitantes.

 

Basílica de São Seurin

Era um monumento histórico e Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, e a igreja mais antiga de Bordeaux, que remontava ao nascimento da cristandade, no século VI. A popular atração da cidade fora reconstruída no século XII e era uma parada importante na seção francesa da rota de peregrinação de Santiago de Compostela.

 

Cidade do Vinho – Quai de Bacalan, 134 -

Estava localizada às margens do Rio Garonne. Com seu projeto arquitetônico moderno, se destacava ao longo da orla. O prédio era uma maravilha arquitetônica, projetado para se assemelhar a uma taça de vinho girando, com uma fachada de vidro que refletia o rio e a cidade. A estrutura de 10 andares proporcionava vistas panorâmicas da cidade e do rio. Era também um centro cultural dedicado à história, cultura e arte do vinho, apresentava uma variedade de exposições multimídia, exibições interativas, loja de souvenir, restaurantes, adega e muitos recursos educacionais.

 

Dunas de Pylat

Com mais de 110 metros acima do nível do mar, as Dunas de Pylat eram as mais altas da Europa. Nos meses de verão, uma escadaria provisória era instalada para permitir que os visitantes escalassem a duna, uma atividade que atraia mais de um milhão de visitantes todos os anos

 

Espelho d'Água

Com seus 3450 m² de superfície e um reservatório subterrâneo de 800 m³,  era o maior espelho d`água do mundo. Fora inaugurado em 2006 como um dos elementos chave da revitalização da zona ribeirinha, iniciativa do então Prefeito Juppé. Graças às vistas para o Rio Garona e para a Praça da Bolsa, tornara-se um símbolo da cidade e um dos locais mais populares tanto para moradores quanto para visitantes.

 

Grande Sino -

Era um dos Campanários mais antigos da França, e um dos marcos mais reconhecidos e um verdadeiro símbolo da cidade. Datado do século XIII e localizado bem no centro da cidade, o Campanário costumara servir como um portão defensivo e prisão, e o que restara das antigas muralhas e masmorras poderiam ser visitadas em datas selecionadas ao longo do ano.

 

Grande Teatro

Era um marco cultural da cidade e fora construído entre 1773 e 1780, durante o reinado do Rei Luís XVI. Fora projetado pelo arquiteto Victor Louis, que se inspirara na arquitetura romana e grega antiga. Fora inaugurado em 1780 e desde então permanecera como um símbolo da riqueza cultural da cidade. Era reconhecido por sua impressionante fachada neoclássica e interiores ornamentados. Tinha capacidade para aproximadamente 1.100 lugares e era conhecido por sua acústica notável.

 

Igreja de Notre Dame – Praça do Chapelet -

Em tempos passados era conhecida como de Saint-Dominique. Construída em estilo barroco característico da Contra Reforma, fora classificado como monumento histórico em 1908, assim como a caixa do seu Órgão em 1971. Concluída em 1707, não sofrera desgastes durante três séculos, graças à reforma completa realizada pelos serviços de conservação de monumentos históricos, em 1982. Seu interior recebia concertos, graças à acústica excepcional.

 

Jardim Publico

Fora criado no início do século XVIII, durante o reinado de Luís XV. Inicialmente surgira como um Jardim Botânico, apresentando grande variedade de espécies vegetais, incluindo plantas raras e exóticas, cuidadosamente dispostas em canteiros. A parte do jardim botânico continuava sendo a mais significativa do parque. A configuração do parque era caracterizada por caminhos simétricos, gramados bem cuidados e canteiros de flores. Um lago central com cisnes e patos, acrescentava charme ao parque. Havia também uma estufa que abrigava plantas tropicais e um monumento dedicado a Michel de Montaigne, um renomado filósofo e ensaísta francês. O parque oferecia instalações recreativas para visitantes de todas as idades.

 

Mansão Gobineau -

Projetada pelo arquiteto Victor Louis e construída em 1789, o prédio tinha a forma da proa de um barco como se saudasse o Oceano situado na sua proximidade. Considerado um ex-libris de Bordéus, o fora uma sala de cinema e a primeira filial da Citroën. Desde 1948, abrigava a Sede do Conselho Interprofissional do Vinho de Bordéus (CIVB), com seu bar de vinhos no piso térreo.

Museu de Aquitânia –

Localizado no antigo prédio da Faculdade de Artes e Ciências da Universidade, mostrava a história de Bordeaux e seus arredores. De obras de arte antigas feitas de ossos a uma réplica em tamanho real de uma mercearia do século XXI, os artefatos do museu abrangiam os tempos pré-históricos até os dias atuais, proporcionava uma visão aprofundada da vida nesta parte do sudoeste da França.

 

Museu de Arte Contemporânea – CAPC - Rua Ferrere, 7 -

Estava instalado num antigo armazém do século XIX, onde eram armazenadas as mercadorias comercializadas ao longo do rio. O prédio estivera previsto para ser demolido no século XX, mas fora salvo graças a uma nova lei que protegia imóveis de importância histórica. Em 1984, a cidade decidira transformar esse espaço singular em um Museu de Arte Contemporânea. A coleção permanente contava com quase 300 obras de arte e recebia regularmente exposições temporárias dedicadas à história da arte.

 

Museu de Belas Artes

Localizado no centro medieval de Bordeaux, abrigava uma das maiores Coleções de Arte da França, fora de Paris. Fora fundado em 1801 por ordem de Napoleão para trazer arte de volta ao povo, depois que obras foram confiscadas durante a Revolução Francesa. O museu abrigava uma impressionante coleção de arte italiana, flamenga e francesa.

 

Museu Marítimo – MMM -

Aberto desde 2019 em seu mundo na encruzilhada da história, ciência e arte, estava localizado no coração da zona portuária, no porto histórico de Bordéus do século XIX. O  fundador, Norbert Fradin, procurara reafirmar a ligação entre o oceano e a cidade de Bordéus, cujo Porto da Lua, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2007, também se tornara uma escala reconhecida para navios de Cruzeiro internacionais. O prédio era um Complexo monumental, com uma área total de mais de 13.800 m², distribuída em 7 níveis sucessivos, e atingia uma altura total de 45 m.

 
Exposição Permanente –  Além dos Horizontes – térreo e 1º andar -

Com 6.000 m² de área expositiva, o Museu Marítimo traçava a história do mar e a relação entre a humanidade e ele, desde o sonho de conquista até o desejo de preservação, incluindo a exploração e o medo supersticioso. Abrigando um rico acervo de obras de arte, objetos náuticos e modelos de navios de todas as épocas, o museu explorava a história das técnicas de navegação e demonstrava a vasta experiência empregada por marinheiros do mundo todo ao longo da história. Combinando extensas instalações multimídia, centenas de mapas, modelos de navios, objetos náuticos e obras de arte eram apresentados em uma cenografia moderna e interativa, concebida para questionar, explicar, deslumbrar... para olhar muito além dos horizontes.

 
Galeria – 1º pavimento

Para celebrar o 150º aniversário da primeira exposição impressionista, o Musée Mer Marine inaugurara  uma nova sala dedicada ao seu acervo de paisagens marinhas. Com cerca de quarenta pinturas de artistas como Joseph Vernet, Eugène Boudin, Claude Monet, Albert Marquet e Raoul Dufy, essas obras ofereciam uma verdadeira ode à beleza da paisagem marinha.

Planeta Oceano – 2º andar -

Os visitantes descobririam a evolução dos oceanos desde a sua formação até os dias atuais e eram incentivados a situar a sua própria existência dentro da imensa história do universo marinho, da sua fauna e flora, agora ameaçadas pela atividade humana.

 

MÉCA -

Era um espaço que abrigava agências culturais regionais dedicadas às artes cênicas, literatura e cinema, bem como o FRAC Nouvelle/Aquitaine (Fundo Regional de Arte Contemporânea), era o novo polo da economia criativa e cultural da Nova Aquitânia. O prédio era uma estrutura excepcional, projetada pelo arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels. Localizado nas docas de Paludate, o prédio atingia 37 metros de altura e proporcionava uma das vistas panorâmicas mais impressionantes da cidade, a partir de seu terraço ao ar livre onde havia um Café/restaurante.

 

No coração do arco do MÉCA, uma sala urbana oferecia um novo espaço para passear e relaxar. Os visitantes poderiam caminhar e admirar o rio, observar a estrutura em forma de seixo da Arkéa Arena, projetada por Rudy Ricciotti, na margem oposta, e até mesmo espiar o interior do MÉCA a partir desta grande praça panorâmica, graças a um espelho inclinado que, como um periscópio gigante, proporcionava uma vista contínua da ágora abaixo. O FRAC - Fundo Regional de Arte Contemporânea - tinha 1.200 m² de espaço expositivo e 900 m² de armazenamento, uma sala dedicada a atividades artísticas para estudantes, um centro de documentação e recursos digitais, e um auditório com 90 lugares.

 

Museu do Vinho - La Cité du Vin

O maior museu especializado em vinhos do mundo ficava aqui. Era completamente interativo e multimídia, com um rico acervo que contava mais sobre a enocultura na região. O ingresso custava a partir de € 20 e dava direito a uma taça de vinho durante o passeio. A entrada também garantia acesso ao terraço panorâmico, que proporcionava uma bonita visão da cidade e dos vinhedos nos arredores.

Museu Nacional das Alfândegas – Praça da Bolsa

Inaugurado em 1984, ocupava parte do antigo Hotel das Fazendas Reais, construído em 1738 para abrigar a Fazenda Geral, uma organização privada e precursora das Alfândegas do Antigo Regime, que coletava impostos e taxas sobre mercadorias em nome do Rei. Além do museu, o prédio ainda abrigava a Direção Inter-regional das Alfândegas.

 

O prédio destacava-se pela fachada clássica e frontões que retratavam Mercúrio Favorecendo o Comércio no Rio Garona e Minerva Protegendo as Artes, obras do decorador flamengo Jacques Verberckt. As alas do prédio formam um pátio onde as mercadorias eram armazenadas após o desembaraço aduaneiro, num grande salão que agora abrigava o acervo do museu, que compreendia quase 15.000 itens relacionados com o funcionamento da administração aduaneira (armas, mobiliário, uniformes, máquinas), e também incluía numerosas obras de arte e objetos que evocavam a atividade aduaneira, bem como uma rica coleção de itens apreendidos, contrabandeados e falsificados. Abria de terça a domingo das 10.00 às 18.00h.

 

Ópera Nacional – Praça da Comédia –

Estava instalada numa obra-prima do século XVIII: o Grande Teatro. Inaugurado em 1780, o prédio era da autoria do arquiteto Victor Louis . Era considerado um dos mais belos teatros de França. A sua escadaria inspirara a da Ópera Garnier, em Paris. Durante a Revolução Francesa, servira de sede para o Parlamento. Classificado como monumento histórico desde 1899, resistira ao teste do tempo sem perder a sua magnífica aparência, tendo mesmo escapado à destruição durante a Segunda Guerra Mundial. Após uma importante campanha de restauração entre 1991 e 1996, o prédio recuperara o seu esplendor original.

Sua majestosa fachada, adornada com 12 colunas coríntias encimadas por estátuas das nove musas e três deusas, não passava despercebida na Praça da Comédia. No interior, o salão em forma de ferradura, suas varandas esculpidas, a cúpula pintada, os magníficos trabalhos em dourado e o teto do foyer pintado por Jean-Baptiste-Claude Robin eram um deleite para os olhos. O salão tinha mais de 1.110 lugares distribuídos por vários pisos: parterre (primeiro piso), galeria, primeiro e segundo balcões e paraíso. A Ópera também acolhia concertos no Auditório, localizado a 500 metros das portas do Grande Teatro, tinha capacidade para até 1.440 espectadores e albergava o maior fosso de orquestra da Europa.

 

Palais Rohan – Praça Pey Berland –

Construído em estilo neoclássico entre 1771 e 1784, tinha presenciado à passagem de personagens ilustres por seus luxuosos salões. Após ter sido residência do Arcebispo em 1784, albergado serviços como a sede do Tribunal Revolucionário em 1791, Prefeitura de La Gironde em 1800, o Palácio Imperial de Napoleão I, em 1808 e residência Real em 1815 no reinado de Luís XVIII, o elegante prédio continuara sua carreira tornando-se Câmara Municipal em 1837.

 

Ponte de Pierre

Caminhando pelas alamedas às margens do Rio Garonne, se chegaria à histórica Pont de Pierre, ou ponte de pedra, erguida por ordem de Napoleão, em meados do século XIX. A ponte com seus 17 arcos, fora a primeira ligação entre os dois extremos do rio que cortava a cidade e até então, a única maneira de cruzar de um lado para o outro era de barco. Foi a primeira ponte a cruzar o poderoso Rio Garonne. Sua construção fora desafiadora, já que a corrente do rio era extremamente forte, exigindo 4.000 trabalhadores para construí-la.

 

Porta Cailhau

Circulando pelas ruas du Loup e Bahutiers para admirar as casas medievais que se conservavam em Bordeaux, se chegaria à Porta Cailhau, um dos maiores e mais bem conservados vestígios da muralha que no passado protegera a cidade.

 

Porta da Lua

Era uma área histórica da cidade, cujo nome se dava por conta forma de meia-lua do Rio Garonne que atravessava o centro da cidade. Aa área tinha sido uma parte vital da história durante séculos. A localização estratégica da cidade ao longo do Rio Garonne fizera dela um importante porto comercial durante a Idade Média e a Era das Explorações. Em 2007, juntamente com o centro histórico, se tornaram Patrimônio Mundial da UNESCO. O reconhecimento ocorrera por conta do excepcional conjunto urbano e arquitetônico que evoluíra ao longo dos séculos. 

 

Porta de Bourgogne

Ficava no extremo sul do centro histórico listado pela UNESCO, a uma curta caminhada da orla do Rio Garonne. Construído em 1750, seu arco monumental marcava a entrada leste do Cours Victor Hugo, que já fora a estrada principal de Bordeaux à Paris.

 

Porta Dijeaux – Rua da Porta Dijeaux -

Possibilitava penetrar na nova Praça Gambetta pela porta grande, reconstruída por Michel Voisin, entre 1748 e 1753, fora a porta de entrada ocidental da cidade desde os tempos romanos. Fora posteriormente denominada de Porta Dauphine no reinado de Luís XV, em homenagem ao delfim e futuro Rei Luís XVI. Fora classificada como monumento histórico em 1921.

Porto de Bordeaux

A cidade de Bordeaux ficava a 97 km do interior da Baía de Biscaia e fora a porta de entrada para a região vinícola mais famosa da França. As embarcações menores podiam subir o Rio Garonne e atracar no centro da cidade, no Porto da Lua, mas barcos maiores deveriam atracar em Verdon no estuário de Gironde, a cerca de duas horas de carro da cidade.

Praça da Bolsa

Era uma das praças mais importantes da cidade, situada às margens do Rio Garonne, era conhecida por ter uma arquitetura deslumbrante e o  Espelho de Água, que cobria uma área de 3.450m2. Era conhecida por sua arquitetura neoclássica, projetada pelo arquiteto Michel Corajoud no século XVIII. Fora criada a mando do Rei Luiz XV. De novembro a fevereiro o espelho d’água fica desativado por conta do frio intenso.

 

Praça da Vitória

Era um dos lugares mais agradáveis ​​da cidade, depois de passar por vários anos de remodelação. Estava sendo organizada uma linha de bondinho e por vários  anos estivera parcialmente fechada, criando um trânsito caótico ao redor, mas agora se poderia desfrutar de bares, Cafés,  com terraços magníficos. A partir da praça, era a saída da Rua Santa Catarina, uma movimentada rua de pedestres, com dezenas de lojas e lugares para comer. Na praça ficava a ex Universidade de Farmácia, agora renomeada Bordeaux II, Varsity Humanidades, e sempre cheia de estudantes que aqui se reuniam depois das aulas.

 

Praça de Quinconces

Era um dos cartões-postais da cidade, abrigava um importante monumento em homenagem aos girondinos, protagonistas da Revolução Francesa. Maior praça da Europa, com 12 hectares de área, era o principal endereço de Feiras, apresentações culturais e eventos esportivos da cidade. Suas esculturas contavam a triste história de um dos bandos da Revolução Francesa, que acabara sendo guilhotinado por não ter ideias tão radicais quanto as dos jacobinos. Fora um capítulo muito importante na história dessa cidade francesa.

 

Praça de São Pierre –

A sua localização, originalmente um antigo porto galo-romano, testemunhava o passado fluvial da cidade. Fora em torno desta praça que o bairro de Saint-Pierre, considerado o berço de Bordéus, se desenvolvera no século XII, tornando-se um local privilegiado para atividades comerciais e artesanais, como comprovavam hoje os nomes das ruas adjacentes como a Rua des Argentiers, Rua des Bahutiers, entre outras. No centro erguia-se a Igreja de Saint-Pierre, um prédio gótico cuja construção começara no século XIV e que sofrera modificações ao longo dos séculos.

 

Ainda conservava seu charme histórico com o calçamento de pedra, os prédios típicos do século XVIII e a sua atmosfera vibrante. Rodeada por inúmeros Cafés, restaurantes e bares com esplanadas, era um ponto de partida para explorar o bairro de Saint-Pierre, suas ruelas pitorescas, suas lojas e monumentos como a Porta Cailhau e a Praça do Parlamento.

 

Praça do Parlamento

Criada em 1754 no bairro de São Pierre, era delimitada por esplêndidas fachadas da primeira metade do século XVIII. Ao centro havia uma fonte em estilo neogótico inglês instalada em 1865. Criada sob o nome de Praça Marché Royal, fora renomeada Praça da Liberdade à Revolução e posteriormente Praça do Parlamento em homenagem à instituição abolida em 1790.

 

Praça Fernand-Lafargue –

Era difícil imaginar que no Pelourinho instalado na  Praça, há alguns séculos atrás, reinava o terror. Autêntico Teatro de tortura, este era também o local de compra de vários gêneros de alimentos, onde as bancas de peixe, carne e outros bens de primeira necessidade assistiam a todo um cenário de tristeza e dor.  Mas os dias alegres não tardariam a inundar esta praça que era atualmente uma das mais concorridas da cidade!  

 

Praça Gambeta

Embora construída fora das muralhas da cidade nos tempos medievais, era agora o movimentado centro da cidade, figurativamente e literalmente. A praça era tecnicamente, o marco zero de Bordeaux, a partir do qual todas as distâncias eram calculadas. Recentemente reformado, era  um ponto de encontro popular, conhecido por seus belos jardins arborizados.

 

Quais des Chartrons

Localizada entre o Museu do Vinho e o centro histórico, a região de Quais des Chartrons ficava às margens do Rio Garonne, em um antigo bairro revitalizado. Os antigos armazéns que existiam pela região foram reformados e deram lugar a charmosos bistrôs cafeterias e restaurantes que serviam o melhor da gastronomia francesa. A distância entre o centro e a região não era muito grande: para chegar poderia caminhar pelas alamedas do Rio Garonne ou utilizar o Tram B.

 

Quai Louis XVIII

Situado entre a Praça da Bolsa a Praça dos Quinconces, o Quai Louis XVIII formava um trecho pitoresco dos cais ribeirinhos de Bordeaux. Margeada por elegantes fachadas neoclássicas e prédios históricos a oeste, e o rio Garonne a leste, era uma das avenidas mais notáveis da cidade e um local panorâmico para caminhar, pedalar ou dirigir.

Região de vinhos Medoc

A Médoc era uma das regiões vinícolas mais famosas e importantes da região produtora de vinho de Bordeaux. Conhecida por seus vinhos tintos excepcionais, especialmente blends à base de Cabernet Sauvignon, tinha uma história importante e um terroir diferenciado, caracterizado por solos pedregosos e bem drenados, ideais para o cultivo da uva. 

 

Esses cascalhos eram conhecidos como galets e ajudavam a regular a temperatura e a drenagem do solo, o que era benéfico para o Cabernet Sauvignon. A influência marítima do Oceano Atlântico também desempenhava um papel no clima moderado da região. Era conhecida principalmente por seus vinhos tintos, que eram tipicamente blends dominados por Cabernet Sauvignon, com proporções menores de Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot e Malbec.

Onde se hospedar

Bordeaux era um importante destino turístico na França. Por isso, opções para se hospedar na cidade não faltavam e havia um hotel para cada bolso.  Veja algumas sugestões de hospedagem:

Best Western Premier - $$$$ -  Rua Martignac, 4 – Centro -

Era formado por 2 casas do século XVIII, a Bayonne e a Etche-Ona. A primeira apresentava um ambiente art déco dos anos 1925, e a segunda tinha decoração inspirada em lembranças de viagem. Os quartos tinham boas camas de casal, acesso ao Wi-Fi, TV de HD, banho com amenidades cortesia, frigobar e ar condicionado. Dispunha de academia e instalações para reuniões, quartos para famílias e para não fumantes. Servia um bom café da manhã.

Hotel Des Grands Hommes - $$$ - Rue Franklin, 7  - Centro

Os quartos eram disponíveis apenas para adultos e incluíam TV HD por satélite, Chromecast,  banho privativo com secador de cabelo, acesso ao Wi-Fi, frigobar. O café da manhã poderia ser servido no salão ou diretamente no quarto.

 

Hotel Madame - $$$ - Rue Bouffard, 4 -  Centro

Os quartos eram equipados com mesa de trabalho e TV de HD, cafeteira elétrica, banheiro privativo e acesso ao Wi-Fi e alguns quartos incluíam terraço e vista para a cidade. Tinha aquecimento, quartos para não fumantes e estacionamento.

ibis budget Bordeaux Centre - $$$ -  Rue Eugène Le Roy, 60 - Gare Saint Jean

Os quartos tinham banheiro completo, ar-condicionado, TV HD via satélite, frigobar e acesso ao Wi-Fi. Tinha quartos para não fumantes e para PNEs e estacionamento. Servia um bom café da manhã estilo buffet.

Mama Shelter Centre - $$$ -  Rue Poquelin Molière, 19 –

Situado no coração da cidade, a 2 minutos à pé da Estação Gambetta, dispunha de quartos com ar condicionado, TV de HD, camas Queen, frigobar, forno de micro ondas, acesso ao Wi-Fi, banho com chuveiro, amenities e secador de cabelos. Tinha bar, restaurante, quartos para PNEs e estacionamento privativo. Servia um ótimo café matinal.

Novotel Bordeaux Centre - $$$$ - Cours du Marechal Juin, 45 – Centro -

Os quartos incluíam TV HD via satélite, ar-condicionado, acesso ao Wi-Fi, comodidades para fazer chá e café e banheiro privativo com amenidades. Tinha academia, quartos para não fumantes, para PNEs e restaurante.

Onde comer 

 

Bistrot Maurice -  Quai de Bacalan -  

A comida e o restaurante não poderiam ser mais essencialmente franceses. Os atendentes eram amigáveis, e a comida era saborosa. Dispunha de seis mesas na calçada em frente e outro tanto na área interna. Oferecia uma ótima carta de vinhos. Abria diariamente das 12.00 às 14.00h e das 19.00 às 22.00h.

La Croix Blanche – Rua da Cruz Branca, 62 –

Era um ambiente tranquilo com administração familiar e destaque para o atendimento onde o Chef, os garçons e as garçonetes caprichavam na atenção aos clientes. A cozinha era uma referência no preparo dos melhores pratos da gastronomia francesa. Abria diariamente das 12.00 às 14.00h e das 19.00 às 22.00h.

 

La Tupina -  Rua  da Porta da Moeda, 6 -

Era um belo e agradável restaurante especializado em pratos franceses e também em grelhados, destacando-se algumas especialidades como o filé chateaubriand e o cassoulet. Oferecia uma boa seleção de vinhos e um atendimento perfeito. Também abria diariamente das 12.00 às 14.00h e das 19.00 às 22.00h.

 

Les Doux Secrets d'Hélène – Rua Nova, 41 –

Apresentava várias opções de pratos preparados pela proprietária Helene e seu Chef, propondo que o cliente servisse à vontade ou peça algo especial de sua preferência apresentado no cardápio. Era um bom restaurante fora do centro em ambiente agradável e tranquilo, fugindo dos agitos de restaurantes mais frequentados pelos turistas. Abria às segundas, quartas, quintas e sextas-feiras das 18.00 às 23.00h e aos sábados das 11.00 às 15.00h e das 18.00 até as 24.00h. No domingo fechava às 22.00h.

 

Osteria da Luigi - Rua do Pas Saint Georges, 23 –

Era um incrível restaurante italiano íntimo - pequeno e encantador com mesas laterais na rua. Era especializado em pratos típicos da cozinha italiano e forte no preparo de frutos do mar. O atendimento era diferenciado e sob dedicada orientação do Chef titular.

 

Pizzaria Filipo - Rua Beyssac, 11 –

Era muito bem recomendada pelos residentes, tanto pelas ótimas pizzas quanto pelos pratos de pastas preparados com produtos originais vindos da Itália e sob receitas do casal proprietário. Atendia somente de sextas a domingos das 19.00 às 23.00h

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