




CÁDIZ e seus museus - Espanha - 2/2
Museu da Oficina Litográfica – Palácio de Congressos –
Tinha sua origem na antiga Litografia Alemã, de Cádiz, instalada em 1861 e que funcionara como tipografia, até finais do século XX. Era um dos poucos museus desse tipo na Espanha, além de ser o mais completo. Tinha um importante acervo composto por mais de mil pedras litográficas, oriundas de pedreiras da Baviera, de grande qualidade; entre estes alguns são verdadeiras obras de arte, sobretudo no que se referia a gravuras e desenhos antigos. Estas pedras estavam bem preservadas e expostas ao público. Entre as peças mais interessantes do Museu, estava uma grande pedra de mais de 300 kg e uma prensa manual, feita em Paris, em 1850, entre as poucas que ainda existiam no mundo. Também guardava memórias que ainda hoje funcionavam nas mãos de habilidosos gravadores e especialistas. Abria de terça a sexta das 9.00 as 18.00h. e aos sábados e domingos das 9.00 às 14.00h. A entrada era livre.
Museu das Cortes - Calle Santa Inês, 9 –
O Museu dos Tribunais de Cádiz, nascera como uma referência para as iniciativas que se realizavam na cidade, para celebrar o primeiro centenário da Constituição de 1812, o primeiro da história de Espanha. O então Prefeito local, Cayetano del Toro, em 1909 promovera a compra de dois lotes dentro do núcleo urbano, para a criação do Museu Iconográfico e Histórico dos Tribunais e Sítio de Cádiz, que fora inaugurado em 5 de outubro de 1912. O prédio era obra do arquiteto Juan Cabrera Latorre, que concebera uma fachada de inspiração neoclássica, com uma varanda ao centro, ladeada por gigantescas colunas jônicas. No interior, foram utilizados elementos de arquitetura em ferro, em que se destacava a escada, de Ordem Imperial, que servia para unir as duas salas principais.
O Museu abrigava inúmeros objetos dos séculos XVIII e XIX, muitos dos quais estavam ligados ao cerco à cidade por tropas napoleônicas, entre 1810 e 1812 e à promulgação da Constituição de 1812: armas, cópias das constituições, medalhas, bandeiras. Entre suas melhores peças, destacava-se a maquete da cidade de Cádiz, em mogno e marfim, criada pelo engenheiro militar Alfonso Jimenez, em 1777, a pedido de Carlos III. A grande maquete era de inestimável valor para o conhecimento urbano e histórico da cidade, bem como para confirmar que o traçado de Cádiz, no século XVIII, se mantivera praticamente inalterado. Também era importante destacar a grande tela que representava a promulgação da Constituição de 1812, obra de Salvador Viniegra.
Museu de Cádiz -
No final da Alameda Apocada, vire à direita na Calle Zorrilla para chegar à Plaza Mina. Se tiver tempo para visitar um museu, recomendamos o Museu de Cádiz, que ficava nesta Praça. Funcionava em três andares, um para cada período da história: No térreo encontravam-se restos arqueológicos fenícios e romanos. No primeiro andar, os pintores espanhóis do século XVI ao século XX, eram homenageados. Havia uma surpreendente coleção de arte renascentista e barroca de Peter Paul Rubens, Francisco de Zurbaran e Murillo, que atingira o auge no início do século XX.
No segundo andar, estavam os costumes populares de Cádiz, incluindo os famosos bonecos de Tia Norica, que atingira o auge no início do século XX, quando Falla escrevera uma música para acompanhar os shows e Picasso, até pintara o cenário para uma de suas apresentações e também reunia várias obras mais contemporâneas. Esta atração oferecia um curso intensivo sobre a história, a arte e as tradições folclóricas da cidade. O piso térreo era indicado para os fãs de arqueologia antiga, já que havia alguns sarcófagos e todos os melhores achados do porto romano, encontraram aqui um lar permanente.
Museu de Marionetes – Palácio de Congressos -
Imerso em um lugar privilegiado e símbolo da cidade de Cádiz, como as Portas de Terra, e respeitando a aparência e a distribuição do prédio original, encontrava-se o Museu das Marionetes: um espaço cujo principal objetivo era expor, documentar e preservar a memória da atividade de marionetistas, empresas, artesãos e criadores de Espanha e do resto do mundo. Ocupava cerca de 1.500 metros de espaço expositivo e contava com 18 abóbadas recuperadas, distribuídas entre o primeiro andar e o térreo deste atrativo espaço arquitetônico. A entrada era pelo pátio do antigo Quartel dos Bombeiros, que se encontrava junto à torre Portas de Terra. O museu concentrava o seu conteúdo através da exposição permanente de Marionettes of the World, com mais de 500 peças de coleção adquirida pela Câmara Municipal de Cádiz, a Ismael Peña, em 2008, das quais cerca de 350 eram de origens internacionais. Abria a visitas de terça a domingo das 10.00 às 21.00h. A entrada era gratuita.
Parque Genovés -
Localizada cerca de cem metros do Castelo de Santa Catalina, encontrava-se a entrada para o Parque Genovês, o maior jardim público da cidade. Ao longo do Oceano, continha espécies botânicas de diferentes países e vários pequenos monumentos, incluindo as populares crianças de guarda-chuva sob uma fonte. Havia também uma pequena caverna, lago artificial, uma cachoeira e patos e marrecos se refestelando sobre as águas.

