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LEÓN - A Vieja Regia - Espanha
Ao longo do tempo a cidade de Leon transformara-se na capital do Reino na Idade Média, em um enclave histórico do Caminho de Santiago e numa cidade à medida de seus habitantes. A incrível paisagem natural desta Província oferecia o Parque Nacional dos Picos da Europa, o Entorno das Médulas e a estação invernal de São Isidro. A outrora Legio VII Gemina Pia Felix romana mantinha um legado românico, gótico e renascentista, fruto de seu esplendor durante a Idade Média. A Plaza Mayor marcava o centro da cidade, atravessada pelo Rio Bernesga. Neste conjunto barroco ficava a Prefeitura, conhecida como Varanda da Cidade, já que em suas galerias os notáveis contemplavam as atividades cidadãs que aqui eram realizadas.
Junto ao Consistório nascera o bairro de São Martín, em torno da praça e da igreja de mesmo nome. Nesta zona havia palacetes e casarões, como a Casa das Carnicerías e o Palácio do Conde Luna. A instituição que distribuía carne para cidade era um prédio do século XVII, onde hoje funcionava uma sala de exposições. O palácio conservava um portal do século XIV de estilo gótico com influências árabes, e um torreão com belas saliências decoradas. Também merecia uma visita a igreja de São Salvador de Palat do Rey, que datava do século X e era a mais antiga da cidade. Estas ruas estavam repletas de bares e restaurantes onde se poderia degustar o melhor da gastronomia da região, e que lhe rendera o apelido de El Húmedo.
O passeio poderia continuar no Palácio dos Guzmanes e na Casa dos Botines. A fachada principal do palácio, sede da Diputación Provincial, datava do século XVI, e em sua construção se destacavam as varandas gradeadas e o portal lateral. Por sua vez, a Casa dos Botines fora uma obra do arquiteto Antônio Gaudí, que inaugurara o estilo modernista em Léon. A cidade contava com mais exemplos desta corrente artística na praça de Santo Domingo. A partir daqui se poderia adentrar na área cercada pelas muralhas de origem romana, em cujos extremos se situavam duas joias da cidade: a Catedral e a Basílica de São Isidoro.
A Pulcra Leonina, um dos templos góticos mais impressionantes da Espanha, se erguia sobre antigas Termas romanas e uma igreja românica. Sua visão frontal oferecia, em seu pórtico, um dos mais importantes conjuntos escultóricos góticos, uma rosácea policromada e duas torres, curiosamente separadas da fachada principal. Chamava a atenção do visitante os 1.800m2 de vitrais. Em seu interior destaque para o Coral, os sepulcros românicos do Cruzeiro e as capelas da girola. A visita ao Museu Catedralício, um dos mais completos de seu gênero, levaria a conhecer o Claustro e uma escada plateresca, além de importantes pinturas e esculturas.
Um dos monumentos mais significativos de toda a Europa era a Basílica de São Isidoro. Seus enormes muros custodiavam zelosamente a que era conhecida como a Capela Sistina, do românico espanhol. Tratava-se de afrescos do século XII que decoravam a cripta subterrânea do Panteão Real e que ainda conservavam intacta sua cor original. Se poderia contemplar cenas do Antigo e do Novo Testamento, motivos florais e um calendário das atividades agrícolas. Mas a excepcional conservação e qualidade das pinturas não impediria a contemplação dos elementos arquitetônicos. As esculturas dos pórticos e capitéis eram uma autêntica Bíblia em imagens. Em seus claustros situava-se o Museu, que conservava um arquivo de Códex, incunábulos e uma Bíblia visigótica, entre outras obras.
Sua prestigiada coleção de arte medieval se enriquecia com a Arca de São Isidoro, a Arqueta de Marfins e o Cálice de Doña Urraca. Percorrendo a cidade, descobrirá igrejas de todas as épocas e estilos. A de São Marcelo conservava um retábulo realizado parcialmente por Gregorio Fernández, um dos mais relevantes escultores do barroco espanhol. Um templo que lembrava o esplendor do Caminho Compostelano, em sua passagem por León, era o da Virgem do Caminho, uma imagem muito venerada na cidade.
Também relacionado com o Caminho de Santiago, estava o Parador de São Marcos. Um dos representantes mais precoces do estilo plateresco espanhol, este lugar fora hospital e albergue de peregrinos, e também Casa Mayor da Ordem de Santiago. Atualmente aqui funciona o Parador de Turismo da cidade, na beira do Rio Bernesga. Um excepcional lugar para se hospedar e aproveitar as delícias da culinária regional. O cozido maragato, as ancas de rã, as moelas de vitela e as carnes da montanha eram algumas das sugestões. Os legumes, os produtos da matança e as peças de pesca eram regados com vinhos da Denominação de Origem de El Bierzo. Arroz com leite ou amanteigados de Astorga era o ponto final a qualquer degustação gastronômica. A Província de León proporcionava importantes encontros com a história, a arte e a natureza da região. O Rio Esla o guiará para conhecer os povoados e monumentos que surgiam em sua ribeira, como São Miguel de Escalada, um Mosteiro de estilo moçárabe do século X.
O extremo nordeste de León era dominado por uma parte do Parque Nacional dos Picos de Europa. Aldeias de montanha como Caín e Posada de Valdeón surgiam entre Vales, montanhas e bosques de faias. A garganta do Rio Cares e o desfiladeiro de Los Beyos eram algumas das paisagens mais impressionantes que se poderia descobrir, já na Cordilheira Cantábrica. Por sua vez, nas montanhas centrais de León se situava a estação invernal de São Isidro, em uma paisagem perfurada por centenas de cavernas, entre as quais se destacava a de Valporquero. Em suas galerias formaram-se estalactites, estalagmites, lagos e cascatas. Astorga, uma cidade de origem romana, era a porta de entrada para a região da Maragatería. Entre seus povoados, havia um que era Monumento Nacional: Castrillo de los Polvazares.
O Caminho de Santiago atravessava León pela região de El Bierzo, mais concretamente por Villafranca del Bierzo, Cacabelos e Carracedo, cujo Mosteiro de Santa Maria era um Monumento Nacional. Perto erguiam-se as montanhas argilosas que compunham Las Médulas, antigas minas de ouro romanas que foram declaradas Patrimônio da Humanidade. Agora só faltava viajar até Ponferrada e ao Vale do Silêncio. Peñalba de Santiago, um dos vilarejos do Vale, era considerado Conjunto Histórico Artístico Nacional. Entre suas casas de xisto e quartzito erguia-se a igreja de Santiago, um templo moçárabe do século X.
Referências históricas e turísticas
As Cabeçadas
A Real Basílica de San Isidoro de León acolhia esta festa cujo nome provinha das três reverências que os representantes da cidade faziam ao se despedirem do Cabildo, em homenagem a uma tradição relacionada com um milagre realizado por São Isidoro. Conforme mencionava o Chronicon Mundi, de Lucas de Tuy, em 1158 São Isidoro fizera com que chovesse sobre León. Em agradecimento, a cidade, representada por sua Prefeitura, seguia todos os anos até a Basílica de São Isidoro para oferecer um círio e dois machados de cera. No claustro, o Cabildo aceitava o presente, mas deixava evidente seu caráter obrigatório. Por esta discrepância, os representantes destas duas instituições entabulam uma batalha dialética. Ao final, eles empatam e a discussão (na realidade, uma festa) era adiada para o ano seguinte.
Basílica de São Isidoro - Plaza de São Isidoro –
Era um templo católico de três naves com abóbadas em túnel. Em forma de cruz latina, mais de trezentos capitéis que contavam a história das sagradas escrituras. Existiam pinturas românicas do século XII cobrindo as abóbadas, era conhecida como Capela Sistina da Arte Românica. Destaque para os vinte e três Reis e Rainhas do Panteão Real, doze Infantas e nove Condes. O claustro Isidoriano fora cenário da Cúria Real em 1188, convocada pelo Rei Afonso IX, que propiciara a Decreta, conjunto normativo que a UNESCO declarara Memória da Humanidade, credenciando assim a cidade de Leão como Berço do Parlamentarismo. Abrigava o Hotel Real Colegiata de São Isidoro, um belo e antigo hotel 4 estrelas.
Casa Botines – Plaza de São Marcelo, 5 –
Antonio Gaudí iniciara o projeto deste prédio em 1891, sob encomenda dos comerciantes de tecidos da cidade. Fora Carlos Güell, um desses comerciantes catalães, que recomendara Gaudí como possível arquiteto da nova sede do negócio têxtil leonês. O resultado fora um prédio modernista com aspecto medieval. Em seus andares inferiores se desenvolvia toda a atividade empresarial. Os andares superiores foram habilitados como moradias. O percurso pelo interior de Casa Botines possibilitava apreciar os detalhes arquitetônicos concebidos por Gaudí unindo técnica e estética, e acessar o torreão original de 1893. Durante a visita pelas diferentes dependências poderia ser vista a exposição dedicada à história do prédio e à figura de Gaudí, e a coleção de pintura dos séculos XIX e XX da Fundação Espanha Duero, que incluía obras de artistas como Ramón Casas, Raimundo de Madrazo, Joaquín Sorolla e Ignacio Pinazo, entre outros.
Casa dos Açougueiros – Plaza de São Martinho, 1 –
Este pequeno palácio fora construído para a guilda dos açougueiros, estabelecida no século XIII, formando a Confraría de São Martínho, que constava na primeira Carta de León. No século XIV, fora criada a Carnicería del Cabildo (Açougue do Conselho Municipal). Os dois açougues mantiveram uma rivalidade constante. Em 1491, os Reis Católicos emitiram um decreto autorizando a construção de vários prédios como o açougue. No entanto, o prédio atual só fora construído mais tarde.
Catedral –
Também conhecida como Pulchra Leonina (Bela Leonesa), a Catedral de Santa María da Regla era uma das catedrais góticas mais impressionantes da Espanha. Inspirada na catedral francesa de Reims, fora construída no século XIII sobre as Termas romanas e uma igreja românica. Na fachada principal salientava-se a impressionante rosácea de vitral, um pórtico triplo com esculturas detalhadas e as imponentes torres. No interior, um espetáculo de luz e cor era criado pelos 128 vitrais, que cobriam 1800 m² e conferiam uma atmosfera etérea e mágica. Aproveite para visitar o Museu Catedralício um dos museus de arte sacra mais completos, instalado no magnífico claustro. Aprecie a arquitetura em redor da praça onde ficavam o enorme Complexo do Palácio Episcopal do século XVII, que albergava o Museu Diocesano da Semana Santa, e a Casa Museo Sierra Pambley, e espreitar os vestígios arqueológicos romanos da Cripta Puerta do Obispo.
Convento de San Marcos – Plaza São Marcos -
Era uma estalagem do século XII reconstruída no século XVI, já fora uma prisão, um Quartel de Cavalaria, um hospital e atualmente era um Parador Nacional. Destacava-se sua fachada plateresca. Sua igreja e claustro de estilo gótico eram os principais destaques. A Igreja de São Marcos, que se encontrava na continuação da fachada principal do Convento em um prédio anexo, era a sede do Museu de Leon, com vestígios e peças de grande valor histórico e artístico, entre eles o Cristo de Carrizo, figura espiritual do século XI, além de objetos de arte pré-histórica, romana e medieval. Encomendado por Fernando, o Rei Católico, era um dos mais belos exemplos da arquitetura renascentista do país. Os visitantes poderiam aceder à casa do capítulo e ao claustro, no entanto, para apreciar a glória do Convento na sua totalidade, recomendava-se pernoitar no local.
Festival Internacional Viva a Magia –
No período de Natal, a magia envolvia toda a cidade, fazendo as delícias de crianças e adultos. No Festival reuniam-se alguns dos melhores mágicos e ilusionistas do mundo. Aconteciam os espetáculos de gala realizados no Auditório Cidade de León; e por outro lado, a magia percorre numerosos pontos da cidade com múltiplas exposições na rua e em espaços culturais. Também era realizada a escola de magos, com oficinas gratuitas para crianças e adolescentes. Após a sua estreia em León, a Gala Internacional da Magia poderia ser vista noutras capitais de Castela e León, como Burgos, Soria e Salamanca, e nas cidades de Oviedo e San Sebastián.
Igreja de Nossa Senhora do Caminho
Era também conhecida como Nossa Senhora do Mercado, era uma igreja românica histórica localizada no coração da cidade. Datada do século XII, tinha significativo valor histórico e arquitetônico. Seus dois nomes refletiam sua importância ao longo da rota de peregrinação do Caminho de Santiago e sua proximidade com a tradicional praça do mercado, Plaza do Grão. Apresentava uma planta basilical irregular única, composta por três naves que se alargam progressivamente da entrada até o altar-mor. No interior, o retábulo principal do século XVIII abrigava uma escultura da Virgem do Caminho, do século XV. Os altares laterais, eram dedicados a São José e aos Santos Francisco Xavier e Elão. O exterior conservava grades de janelas românicas do século XII, com intrincados desenhos em espiral.
Igreja de São Marcelo
Situada nas proximidades do Museu Serra-Pambley, o original remontava ao século IX, fora destruído e reconstruído em 1096, tornando-se uma das igrejas mais antigas de León. Fora modificada ao longo dos anos e a maior parte do seu aspecto atual era do século XVII. Os destaques incluíam um retábulo dourado com a imagem de São Marcelo.
igreja de São Salvador de Palat do Rey – Calle Pozo, 2 -
Era a igreja mais antiga da cidade, datada do século X fora construída durante o reinado de Ramiro II – o Grande, com o propósito de abrigar um Mosteiro para sua filha Elvira. Da planta original em formato de uma cruz grega, restara apenas um transepto com arcos semicirculares e a abobada de galão. Fora abandonada no período da alta Idade Média e continuara a funcionar como igreja até a atualidade, pertencendo à Paróquia de São Martin, instalada no bairro Húmedo. Abria para visitar e cerimônias religiosas na quarta feira das 12.00 às 13.30h, nas quintas e sextas-feiras das 18.00 às 20.30h e aos sábados abria das 12.00 às 13.30h e das 18.00 às 20.30h.
Las Cantaderas – Avenida Ordoño II, 10 -
Segundo a tradição popular, esta festa comemorava a vitória cristã na Batalha de Clavijo e a liberação do legendário tributo das cem donzelas, que os Reis da região vinham pagando anualmente para os Califas muçulmanos. Nela, moças com roupas medievais dançavam ao ritmo marcado pela Sotadera, uma mulher moura que devia instruí-las nos costumes muçulmanos, avançando da praça da Prefeitura até a Catedral; atrás vinha a Corporação Municipal, encarregada de fazer uma oferenda à Virgem, marchando com protocolos de honra.
Muralhas Romanas -
O recinto que emoldurava a muralha tinha forma de quadrilátero e ao seu redor foram construídos vários prédios. Mais tarde, seria restaurado pelos Reis Alfonso V e Alfonso IX para fornecer à cidade novos acessos. A muralha fora construída com pedregulho e argamassa e muitas pedras talhadas grandes e conservava em algumas telas seu silhar primitivo. A parte visitável desta muralha começava na Torre dos Ponces, que deveria seu nome a Don Ponce de Minerva, mordomo do Rei Alfonso VII e fundador do Mosteiro de Sandoval, e Governador das Torres da Cidade. A muralha continuava para a Porta do Castelo e até a Torre de São Isidoro.
Museu da Catedral Diocesana – Plaza da Regla –
As coleções do museu exibiam peças de todas as fases da história da arte, da pré-história ao século XXI, todas distribuídas pelo claustro da Catedral. Destaque para a sala dedicada ao românico, com um dos melhores repertórios de esculturas medievais do país; trípticos castelhanos e flamengos, marfins, objetos de culto e códex singulares como o Antifonário Moçárabe, uma Bíblia do século X e o Livro das Estampas.
Museu de Arte Contemporânea – MUSAC - Avenida de los Reyes Leoneses, 24 -
Abrigava cinco salas de exposição, uma sala de projetos, um salão de atos, um ateliê didático, uma biblioteca e uma área comercial, que eram os espaços mais importantes que configuravam o Museu de Arte Contemporânea de Castilla y León (MUSAC), um recinto original projetado pelos arquitetos Emilio Tuñón e Luis Moreno Mansilla, que em 2007 fora reconhecido com o Prêmio Mies van der Rohe, de Arquitetura Contemporânea da União Europeia. Esta grande superfície, com mais de 21.000 m2 dedicada à cultura, buscava enfatizar o interesse que a arte e a arquitetura compartilham pela expressão contemporânea. Vestíbulos, mezaninos e pátios adquiriam um protagonismo especial neste prédio, cujo interior era de concreto branco, enquanto a fachada multicolorida lembrava os vitrais da Catedral de León.
Museu de Leon – Plaza de São Domingo, 8 –
Tinha duas instalações na cidade: sua sede, no prédio Pallarés e seu anexo monumental ou sede histórica, no Conventual de San Marcos. Dispunha de um anexo arqueológico a poucos km - a Vila romana de Navatejera, no município de Villaquilambre. As coleções do museu eram expoente de todas as fases históricas da atividade humana em León, do paleolítico até a atualidade. Entre elas, destacam os testemunhos da romanização e da Idade Média, além das seções de numismática e epigráfica.
Museu de São Isidoro – Plaza da São Isidoro, 4 -
O conjunto românico de São Isidoro abrigava o museu, onde poderiam ser contempladas inúmeras obras de arte relacionadas com a história do antigo Reino de León e de sua Diocese. Entre as peças expostas, destacavam-se o cálice de Doña Urraca, a Arqueta dos Marfins e o Pax do Pantocrator (todos do século XI), assim como a Cruz Processional de Enrique de Arce e seus Códex Medievais, tecidos e marfins da Idade Média, e até mesmo lápides de origem romana.
Museu Serra-Pambley – Plaza da Regla, 4 -
Este pequeno museu ocupava uma casa do século XIX que pertencera à Sierra-Pambley, uma filantropa espanhola que fundara uma das primeiras escolas da região. Inaugurado em 2006, proporcionava que os visitantes conhecessem como a elite burguesa leonina vivia na época. A casa ainda apresentava seus móveis originais, incluindo tapetes luxuosos e papéis de parede padronizado. Aproveite para visitar a Fundação Vela Zanetti, uma pequena Galeria de arte dedicada ao pintor José Vela Zanetti e a Sala Cossio onde apresentavam trabalhos de criações inovadoras patrocinadas pela Fundação de Ensino. Promovia visitas guiadas de quartas a domingos às 11.00, 13.00, 17.00 e 19.00h.
Palacio dos Condes Luna – Plaza Conde Luna, 5 -
Situava-se no coração do centro histórico, dentro da Paróquia secular de San Salvador de Palat de Rey, em um local que fora o centro político da cidade medieval. O prédio era dividido em três partes: a seção gótica, a torre renascentista e a área central circundada por ambas. A característica mais notável do palácio era a seção gótica situada no lado norte. Ela tinha dois andares e uma fachada dividida em dois níveis. O nível inferior continha uma porta com lintel coberta por um arco ogival, que por sua vez era coberto por um painel mourisco de arco duplo. O tímpano ainda exibia brasões das famílias que encomendaram a construção: Los Quiñones e Los Toledo. O andar superior era iluminado por uma janela com três arcos redondos sustentados por colunas e capitéis.
Palácio dos Guzmanes - Plaza de São Marcelo, 6 -
Fundado no século XVI, o palácio fora originalmente construído para ser o lar da família Guzman. Sua forma era trapezoidal, com quatro torres, uma em cada ângulo. Nas fachadas, de pedra de silharia lavrada, havia várias esculturas. No corpo inferior do prédio encontravam-se grandes aberturas com grades sólidas e pequenas mênsulas, com as armas dos Guzmanes. No corpo superior se situavam varandas com parapeitos elevados e balaustrada de ferro. Fora declarado Monumento Histórico em 1963 e atualmente, era a sede da Assembleia Legislativa. Havia visitas guiadas ao pátio entre as 11.30 e as 16.40h.
Parque Quevedo
Saindo do Convento de São Marcos, atravesse a Ponte de San Marcos e chegará no Parque de Quevedo. Situado ao longo do Rio Bernesga, era um dos maiores parques da cidade, com mais de 40.000m2. Faça uma caminhada pelos passadiços arborizados e encante-se com o colorido dos pavões.
Semana Santa
Durante esta celebração desfilavam pela cidade as extraordinárias imagens criadas, há séculos, em oficinas de importantes artistas barrocos. Sobressaiam-se na festa o momento da Ronda e a Procissão dos Passos. A tradição da Semana Santa de León remontava ao século XVI. Ao longo de dez dias, as 16 Irmandades existentes não só organizavam uma trintena de procissões, como também rondas líricas, concertos e proclamações. cerca 16.000 confrades participavam nestes atos que se desenvolviam no meio de uma grande expectativa popular. Desde a saída da Virgem do Caminho até a soltura de pombos que acontecia na manhã do último domingo, havia muitos momentos de grande emoção religiosa.
Via da Prata
Fora uma grande Via romana que percorria o país de norte a sul na época do Império Romano. Era a principal via comercial de então e hoje era o ponto de partida de um importante itinerário turístico que unia Astúrias, no norte, com a Andaluzia, no sul. Desde Sevilha a Gijón, passando por cidades como Mérida, Salamanca, León ou Astorga. Este era o roteiro que percorria a histórica estrada romana que unia o norte e sul da Espanha, uma das mais importantes que existiram na península Ibérica. Uma viagem apaixonante com a que você descobrirá a diversidade cultural, gastronômica e paisagística de quatro regiões da Espanha: Andaluzia, Estremadura, Astúrias e Castela e Leão.
Onde dormir
Hotel Dorma - $$$$ - Calle Velasquez, 18 –
Era uma hospedagem bem recomendada. Os quartos eram amplos e dotados de ar condicionado, acesso a Internet, TV de HD, frigobar, cafeteira elétrica bom banho com amenidades cortesia. O buffet de café da manhã era servido das 7.00 às 10.30h mediante pagamento de uma taxa. Tinha estacionamento com manobrista. Dispunha de um bar e cafeteria e estacionamento com ponto para recarga de carros elétricos mediante pagamento de uma taxa.
Hospedaria Pax – $$$ - Plaza de Santa María del Camino, 11 –
Era uma boa sugestão para hospedagem mais em conta. Oferecia bons quartos dotados de ar condicionado, frigobar, acesso ao Wi-Fi, TV de HD, banho com chuveiro e amenidades cortesia, chaleira elétrica e amplas facilidades para cadeirantes. O restaurante De Las Carbajalas servia pratos da culinária regional e um café da manhã buffet das 7.30 às 10.30, mediante pagamento de uma taxa. Tinha estacionamento coberto cobrando uma taxa de 15 dólares.
Hotel Quindós - $$$ - Gran Via de São Marcos, 38 -
Dispunha de 96 quartos amplos e confortáveis dotados de ar condicionado, cofre, banho com secadores de cabelo e banheira, TV de HD, acesso ao Wi-Fi, e na Recepção oferecia jornais diários cortesia.
Hotel Real Colegiata San Isidoro - $$$ - Plaza São Martinho, 5 –
Os quartos amplos eram dotados de ar condicionado, camas large, acesso ao Wi-Fi, TV de HD, banho completo e secador de cabelos, frigobar e cafeteira elétrica. Tinha um bom restaurante especializado em pratos típicos regionais e onde era servido o buffet do café da manhã. Tinha estacionamento.
NH Collection León Plaza Mayor - $$$$ - Plaza Mayor, 15 –
Estava instalado em um prédio renovado do século XIX, com um restaurante inovador e um bar. Os quartos eram amplos e confortáveis e dotados de ar condicionado, frigobar, cafeteira Nespresso e elétrica, TV de HD e banho com chuveiro e amenities cortesia. Tinha estacionamento pago nas proximidades.
Parador de São Marcos - $$$$$ - Plaza de São Marcos, 7 -
Instalado no Mosteiro de San Marcos, do século XVI, apresentava tapeçarias e móveis antigos como decoração ambiental no prédio original. Os quartos eram amplos e modernos oferecendo ar condicionado, frigobar, acesso ao Wi-Fi, TV de HD, banho completo com chuveiro, chaleira elétrica e cafeteira. Dispunha de quartos para não fumantes e para PNes. Tinha um belo restaurante e bar e servia um excelente café da manhã. Dispunha de estacionamento cortesia.
Silken Luis de León - $$$$ - Fray Luis de León, 26 –
Os quartos dispunham de boas camas large, ar condicionado central, frigobar, banho de chuveiro com secador de cabelos e amenidades, acesso ao Wi-Fi, Tv de HD e cafeteira elétrica. O restaurante Las Médulas servia um buffet de café da manhã e pratos da cozinha regional moderna.
Gastronomia
O maior destaque gastronômico aqui era a tradição do tapeio — onde tapas eram servidas de cortesia para acompanhar sua bebida. Para vivenciar a autêntica culinária local, desde os famosos embutidos e o lechazo (cordeiro) até a alta gastronomia, veja algumas das melhores indicações:
Bares e Tapeio
Bairro Húmedo: Era o epicentro da vida social da cidade, um bairro histórico medieval repleto de tabernas e bares para degustar produtos típicos locais, como a famosa morcela;
Embutidos Ezequiel: Era um clássico absoluto na região, famoso pela excelente qualidade de seus embutidos tradicionais e ambiente animado;
Taberna Los Cazurros: Era um excelente local para pedir bebidas e provar as porções locais por um ótimo custo-benefício.
Onde comer
Casa Mando – Calle Polícia Nacional-
Situado ao lado do Hotel Barceló Conde Luna, era considerado um dos melhores restaurantes da cidade, e uma aposta certeira para quem buscasse a cozinha leonesa tradicional. Especializado em grelhados, destacava-se pelo seu suculento lechazo e ambiente que evoca o passado. Abria das 13.30 às 17.30 e das 20.30 às 24.00h.
La Única – Plaza Santa Maria do Caminho, 9 -
Era especializado em frutos do mar e peixes frescos, sendo elogiado pela famosa sobremesa de torta de queijo. Abria de terças a quintas das 13.00 às 17.00h e das 19.00 às 24.00h. Às sextas e sábados abria das 13.00 às 24.00h.
Restaurante Alfonso Valderas – Calle Arco de Ánimas, 1 -
Aberto desde 1998, era especializado em bacalhau e carnes vermelhas. Os destaques incluíam o risoto de bacalhau e costelas de cordeiro. Abria de terças a sábados das 13.00 às 24.00h.
Restaurante Cozinha ConMimo – Calle La Rua, 33 -
Localizado no bairro de Húmedo, era administrado pelo casal Javier na cozinha e Ángela no atendimento, apaixonados por hospitalidade, culinária e serviço. Com uma cozinha aberta para o salão, servia pratos contemporâneos com influências globais em dois menus degustação tentadores: Curta Distancia e Larga Distancia oferecendo pratos de origens da França, Itália, México, Perú e Japão, além de pratos da Andaluzia e Galícia. Abria de quartas a domingos das 13.00 às 17.00h e das 20.00 até as 23.30h.
Restaurante Kamín – Calle Regidoes, 4 -
O nome era uma homenagem à mãe do Chef (Camino), que o tornara um ótimo lugar no Barrio Húmedo. Surpreendia ao colocar a cozinha no centro do restaurante, completamente aberta e com um bar ao redor, onde também se poderia comer e observar o Chef Mario Gómez em atividade. Utilizava um sistema de cortinas brancas translúcidas em torno das mesas, permitindo que os clientes criassem espaços com um certo grau de privacidade. Tinha dois menus degustação, o Origen e outro, mais completo, chamado Kamín, ambos com produtos de mercado e sazonais. Era agradável e sofisticado tanto era que em 2024 recebera duas estrelas Michelin e em 2025 dois Soles, da gastronomia regional. Não deixe de visitar La Postrería Kamín, a loja dedicada ao mundo dos doces logo alí na Calle Ancha!

